Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.

A entrevista do ex-treinador do Avaí: a mágoa portuguesa

A MÁGOA PORTUGUESA

O ex-treinador Augusto Inácio falou pela primeira vez após a sua demissão do Avaí.

E como não poderia deixar de ser, o português reclamou do futebol brasileiro na imprensa do seu país. “No Brasil nada é para amanhã é tudo para hoje”, aqui ele tem razão, ninguém questiona essa cultura do nosso futebol, algo que para os europeus é incompreensível.

Prosseguiu afirmando que o seu trabalho “foi muito difícil”.

E não poderia ter sido diferente para quem escalou o Capa como terceiro zagueiro e manteve o Pedro Castro como titular absoluto.

Se disse arrependido por não ter trazido uma comissão técnica inteira do seu país e fez sérias acusações contra os “canceres que estão dentro da Ressacada”.

Elogiou o treinador de goleiro Wlamir, disse que uns dois ou três são “mais ou menos” e o restante “ficam a falar pelas costas”.

Poderia ter citados nomes, poderia.

O “mister” defendeu a ideia de que o Avaí utilizasse o sub-23 no estadual para que se preparasse adequadamente para o brasileiro da Série B.

E finalizou garantindo que o trabalho do Rodrigo Santana não vai dar certo, por que o “problema do Avaí não é o treinador”.

Na ferida

As palavras do treinador Augusto Inácio não podem ser desprezadas.

Há meias verdades: há coisas certas no que ele disse. Expôs corretamente a nossa visão de resultados imediatos.

Para ele foi um choque de cultura. E é justamente esse “choque de cultura” que o colocou em muitas situações complicadas até com seus próprios atletas e comissão técnica: ele não teve a sensibilidade de medir as suas palavras, nunca assumindo a sua culpa.

E sobre as suas acusações sobre a comissão técnica, que dentro do clube se coloque o dedo na ferida. Se existe traidores, quem são?

A verdade é que a sua contratação foi um equívoco. Ele foi trazido pelo presidente Francisco Battistotti na onda do Jorge Jesus do Flamengo e por aqui “prometeu muito e entregou pouco”.

É página virada.

. – Foto: new_Avai_01

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