Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.

A meia lição do TJD/FUT/SC no julgamento sobre o clássico Figueirense 0 x 2 Avaí

Para início de conversa, as análises e conclusões sobre a decisão da 2ª Turma do TJD sobre os incidentes do clássico não podem entrar no debate rasteiro e infantil da eterna perseguição. Isso nada acrescenta ao tema, acreditem!

Ninguém é obrigado a concordar com as decisões do julgamento – é um direito de cada um. Mas também ninguém o direito de ofender os julgadores e a entidade do TJD/FUT/SC que realiza um trabalho – muitas vezes ingrato – de manter a ordem e fiscalizar os verdadeiros cumprimentos das regras desportivas.

Dito isso, seguimos em frente.

Antes mesmo do julgamento, este colunista cobrava dos julgadores do TJD rigorosas punições para todos os citados na denúncia do Procurador Mário Cesar Bentoncini. No seu material repleto de fotos, vídeos e provas irrefutáveis, o sentimento de que impunidade no futebol, – assim como também em nossa vida diária – é que amplia e estende os delitos e afasta a torcida das arquibancadas.

Ou seja, sem a devida punição, ninguém aprende.

Respeitando o trabalho dos julgadores, a verdade é que o TJD/FUT/SC deu uma meia lição no julgamento sobre os problemas no clássico entre Figueirense 0 x 2 Avaí.

Essa é a verdade.

A punição do jogador Bruno Silva do Avaí foi correta, é indiscutível. O Avaí no seu direito vai recorrer. Aqui o TJD, como ouvido durante o julgamento, aplicou uma pena para que sirva de alerta para futuros atletas infratores.

No caso do Figueirense, mesmo entendendo que a decisão se baseou no fato de que o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) isenta de pena o clube que identifica e conduz até a polícia os torcedores que promoveram a desordem, os julgadores não levaram em conta que a grande maioria dos torcedores de bem que estavam no estádio Orlando Scarpelli, a sociedade e a imprensa estão cansados de invasões; de brigas, de depredações ao patrimônio e de arruaças. Cabia sim, ao TJD/FUT/SC aplicar uma pena mais rigorosa.

Aqui é preciso deixar claro que este colunista tem elogiado a diretoria do Figueirense pelas notas oficias e pelas atitudes promovidas no sentido de identificar os invasores. Entende o prejuízo advindo pelo ocorrido no clássico. Mas a punição de apenas um jogo foi injusta: foi quase que uma absolvição.

No Programa Clube da Bola do último sábado na NDTV esse comentarista cobrava uma punição, assim como lamentou a punição dada ao Avaí no episódio da final do estadual do ano passado.  Vídeo abaixo.

Este mesmo sentimento foi externado por vários torcedores do próprio Figueirense nas redes sociais: “Sou Figueirense, mas poderia ser maior”; “para falar a verdade, estamos no lucro”, “ficou barato para o meu Figueira”.

E finalmente, a própria Procuradoria do TJD entende da mesma forma. Recebi a informação no início da tarde de quarta (12) que os Procuradores vão recorrer da decisão no que pode aumentar a punição do Figueirense. E amenizar o sentimento de impunidade desta decisão.

O TJD (que merece todo o respeito pelo trabalho que realiza em prol do nosso futebol) com as suas decisões desproporcionais, deu uma meia lição nesse julgamento.

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