Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.

As parcerias nos clubes do futebol brasileiro.

AS PARCERIAS DOS CLUBES

Se tem um assunto que me deixa com o pé atrás, esse assunto é a parceria dos clubes de futebol. Conta-se nos dedos os projetos que deram certos, principalmente por aqui em nosso país. E, mesmo em modelos vitoriosos, esse casamento foi bom e gerou frutos apenas enquanto durou o relacionamento. Depois de rompido o contrato, o clube voltou a ser o que era – às vezes até menor – sendo que essa herança maldita deixada na instituição de futebol costuma permanecer ainda por muito tempo cobrando o seu alto preço dos dirigentes, abnegados e torcedores. Sem precisar ir muito longe, cito a recente aventura do Figueirense com a Elephant S/A. Quem acha que o pesadelo terminou, assim que a atual chapa presidida pelo Norton Boppré assumiu o clube no início de março está redondamente enganado. O preço a pagar será cobrado com juros do caixa do clube nesta e nas próximas temporadas. Como regra, a empolgação inicial que eleva as esperanças na altura do topo é atravessada sem dó pela realidade. E o tombo, é grande.

Repetição

Para dar outro exemplo sobre o assunto acima e sem sair do momento atual, o Londrina é mais um caso dessa relação clube-empresa que merece atenção e que serve de lição para que os erros não voltem a ser repetidos em nossos gramados. O empresário Sérgio Malucelli anunciou que vai romper o contrato com o time paranaense após uma década. E o pior, com a justificativa de que precisa pegar de volta o dinheiro investido, anunciou que vai vender o CT onde o elenco do Tubarão treina. Ou seja, o empresário vai embora investir o dinheiro em outra camisa, em outra cidade, e o Londrina vai retroceder alguns anos no tempo.

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