Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.

AVAÍ 0 X 2 BRUSQUE: Comentários, avaliações e nota dos jogadores

Nenhum torcedor que foi ontem (18) ao estádio da Ressacada acreditava que um time totalmente remontado e com apenas dez dias de treinos pudesse golear e fazer uma grande partida. Só que após o final do jogo, com a vitória do Brusque por 2 x 0 e o título da Recopa Catarinense conquistado, esses mesmos torcedores não imaginariam que veriam um Avaí tão pobre de futebol, com um estilo de jogo quadrado.

Saíram decepcionados.

Aliás, a grande maioria não ficou até o final da partida, assim que o adversário marcou o segundo gol, imediatamente deixaram as arquibancadas. O treinador português Augusto Inácio vai ter trabalho, muito trabalho para ajustar essa equipe.

Do sistema defensivo, o único destaque foi o Capa, isso enquanto fôlego. Arnaldo na direita, tímido. A dupla de zaga formada pelo Betão e Rafael Pereira sofreu pelo posicionamento e lentidão.

No meio de campo,  do “contemplativo” Pedro Castro não dá para esperar muita coisa. A sua permanência na Ressacada é um mistério. Ontem, para variar, foi vaiado quando no segundo tempo errou um passe de dois metros.

O estreante Wesley com a bola nos pés foi o melhor jogador do Avaí na partida. Outro estreante, o Valdívia não comprometeu, mas sofreu jogando sozinho no setor de criação. Luan Pereira, a eterna promessa estava no campo ontem?  Lourenço não se encontrou. E o atacante Alemão não pode deixar o Jonathan no banco, nunca.

Não dá para fazer “terra arrasada” (e nem ser usada como desculpa para a derrota), já que foram apenas dez dias de treinamentos, sem nenhum amistoso e com seis estreias, mas o futebol do Avaí ontem diante do Brusque foi uma versão 2020 com grife do Avaí no brasileiro do ano passado: pobre, fraco, sem criatividade e burocrático.

O português vai ter trabalho!

NOTAS DO JOGO

LUCAS FRIGERI – No primeiro gol do Brusque estava mal posicionado. NOTA 5

ARNALDO – Tímido não apoiou.  Ficou estacionado no seu setor. Foi substituído. NOTA 6

(DA SILVA) – Não apareceu. Não aconteceu. NOTA 4

RAFAEL PEREIRA – Lento, se perdeu em alguns lances no posicionamento. NOTA 5

BETÃO –  Versão 2020, ainda com vícios e defeitos do brasileiro de 2019. NOTA 5

CAPA – Aparentemente mais “fortinho” fisicamente desde quando saiu do Avaí, apareceu bem no apoio enquanto teve fôlego. Foi o melhor da defesa. NOTA 6

PEDRO CASTRO – Os deuses do futebol não perdoam, uma equipe que tem esse jogador como titular. NOTA 3

WESLEY – Com a bola nos pés foi o melhor jogador do Avaí, tentou sair jogando e arriscou chutes de fora da área. NOTA 7

VALDÍVIA – Foi uma estreia boa. Tentou criar, deu passes, se apresentou para o jogo. Mas atuou sozinho no setor. Aí vai passar fome. NOTA 6

LUAN PEREIRA – Eterna promessa. Se escondeu do jogo. NOTA 2

LOURENÇO – Lento, sem criatividade. Pouco ajudou. NOTA 5

ALEMÃO – No primeiro tempo perdeu um gol sozinho. Sentiu o peso da camisa. NOTA 4

(JONATHAN) – Entrou, chutou a gol e deu dribles. Não pode ser banco do Alemão. NOTA 5

AUGUSTO INÁCIO – Não dá para culpá-lo pela derrota de ontem, por tudo que já mencionado: tempo, estreias etc. Mas teve dois erros: antes da partida ao entrar com Pedro Castro como titular. Poderia ter optado pelo Jean Martim. E, durante a partida com os seus jogadores morrendo em campo fisicamente, não promoveu a terceira substituição. Para quem quer conhecer o seu grupo, qual a lógica de deixar de efetuar mais uma troca na equipe?

BRUSQUE – Time bem montado, certinho. Conquista o terceiro título seguido: Brasileiro da Série D, Copa Santa Catarina e agora a Recopa Catarinense. Foi melhor na primeira etapa, soube “sofrer” nos primeiros 15 minutos do segundo tempo e depois confirmou a vitória com tranquilidade. Um time a ser observado de perto no campeonato catarinense.

. – Foto: Arte/ND+

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