Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.

OPINIÃO: Figueirense e a crise escancarada com jogadores e diretoria em rota de colisão.

Nos seus 98 anos de história o Figueirense passou por inúmeras crises. Em muitos desses momentos, o clube foi salvo por abnegados. Alguns anônimos, outros viraram “notáveis”.

Porém, nenhuma dessas crises se assemelha ao que está acontecendo atualmente no estádio Orlando Scarpelli. O crédito não existe mais, o nome do clube afundado em um buraco e os jogadores em clara rota de colisão com a administração do presidente Claudio Honigmann da Elephant S/A, a empresa que gere o clube através de um contrato de parceria.

Por dois dias seguidos, os atletas não treinaram e existe o risco real do elenco não viajar para o confronto diante do Cuiabá na terça pela Série B. Essas ausências estão sendo consideradas como faltas pela diretoria.

Notificação extra-judicial por descumprimento de pagamentos – reprodução

Os atletas modificaram o clube extra-judicialmente. Sem pagamento, sem treino.

Nas redes sociais, os jogadores postaram a seguinte mensagem:

Não aceitamos retaliações, estamos no nosso direito, a diretoria através de seus membros estão querendo punir alguns jogadores como forma de represália… com o afastamento e rescisões contratuais, uma diretoria omissa, ausente e sem qualquer credibilidade, que engana a torcida alvinegra e fere o direito do trabalhador.

É uma crise sem precedente na história do clube. Não dá para passar pano e achar que tudo se vai se ajeitar de alguma forma. Não vai.

E para complicar, o conselho e os notáveis  não tem até o presente momento algum tipo de carta na manga para apresentar como solução. Estão amarrados por cláusulas contratuais e outros dispositivos. E não existe por parte dos alvinegros que representam o clube nenhuma vontade de comprar e encarar uma desgastante briga jurídica.

O sentimento é de que lá atrás foi o erro principal, aceitar a parceria sem garantias concretas de gerenciamento do clube. O “termo de compromisso” pareceu ser uma correção de rota. No entanto, apesar de toda pomposidade e caras amarradas na entrevista coletiva, o tal documento se existe, é na sua eficácia uma peça de ficção.

O Figueirense Futebol Clube vive o seu pior momento institucional da história: a crise é escancarada.

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