Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.

OPINIÃO: No gramado o Avaí saiu da série B, mas a série B não saiu do Avaí.

Quando uma equipe sobe de divisão no futebol, ela muda o seu patamar. O time se reforça com jogadores de qualidade já que os recursos recebidos acompanham essa mudança.

Mas não é o que aconteceu no Avaí. O time que disputa a série A é pior do que o time que disputou e conseguiu o acesso na série B. Exemplo: Guga, Alemão, Judson, Renato, Rômulo e Rodrigão teriam vaga no atual time titular do Avaí.

A derrota deste domingo(03) diante do Botafogo é a prova inequívoca de que no futebol a bola pune. Sem vencer desde abril e cada vez mais “firme” na lanterna, as esperanças de reação vão diminuindo sendo aumentando o sentimento de decepção do torcedor do Avaí.

Se fora do campo o Avaí vem batendo um bolão, com diminuição das dívidas, inaugurações de nova iluminação, de nova sala de imprensa para visitantes e outras melhorias, dentro do gramado, o Avaí saiu da série B, mas a série B não saiu do Avaí.

Um exemplo: antes do gol do Botafogo o time do Avaí tentou uma pressão com as linhas adiantadas. Fruto de treinamento implantado pelo treinador Alberto Valentim durante a semana. Só que a execução parou na dificuldade técnica, nas limitações de um grupo de jogadores sem condições de atuar na elite de um campeonato brasileiro.

Resumo: não faltou vontade, não faltou disposição. Faltou exatamente àquilo que a coluna vem alertando antes mesmo do estadual: campeonato brasileiro da série A não é brincadeira. E no gramado na preparação para o atual campeonato, brincaram de fazer futebol. Uma amostra: em agosto a “principal” jogada de ataque são os cruzamentos para o cabeceio do “baixinho” Lourenço. Alguma coisa está errada…

O resultado está na tabela de classificação.

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