Fábio Machado

Rotina, contratações e análise dos jogos dos clubes catarinenses. A história do futebol no Estado é resgatada com postagens que relembram os títulos e jogadores que marcaram Santa Catarina.

Os desafios do novo treinador do Avaí. Parte 1: os laterais

O novo treinador do Avaí iniciou nesta terça (18) o seu trabalho na Ressacada. Rodrigo Santana é jovem, desconhecido para a maioria dos torcedores brasileiros. Estava desempregado e o seu trabalho de maior projeção foi o Atlético Mineiro na temporada passada. No domingo, assistiu dos camarotes a vitória do time treinador pelo interino Evando diante do Joinville pelo placar de 2 x 1.

Deve observado algumas situações pontuais que necessitam de forma urgente correções para o prosseguimento do campeonato catarinense e o brasileiro da série B.

Parte 1: Os laterais

A primeira parte analisa os laterais que simplesmente não acertam os cruzamentos para dentro da área. Na maioria das vezes após boas projeções por aquele setor, o cruzamento acerta na barriga dos zagueiros, acabando com o ataque do time, fazendo com que todo os companheiros tenham que correr mais para fazer a recomposição defensiva.

Pelo lado direito, Lourenço ainda tem vantagem de arriscar alguns chutes de fora da área. Do lado esquerdo, Capa não acerta o chute e muito menos o cruzamento. Sem contar que está visivelmente acima do peso. No entanto, é preciso ressaltar que de todos os laterais, o Capa é o que melhor dribla os adversários no seu setor. Com extrema facilidade costuma fazer fila pela ala que atua.

Arnaldo, o lateral direito que está fora de combate por três semanas, tem boa qualidade na marcação e atua de forma madura em campo, mas peca por não ousar nas jogadas de ataque, pelos flancos. Precisa ser mais presente no ataque. Na avaliação deste colunista, foi o melhor jogador do Avaí na vitória diante do Figueirense no estádio Orlando Scarpelli.

Leonan, o outro lateral esquerdo é jovem, voluntarioso e tem qualidade no passe. Mas precisa encorpar para se firmar de titular. Precisa adquirir confiança e se sentir merecedor da titularidade.

Aqui uma observação: nenhum deles se adaptou no esquema de três zagueiros aplicado pelo ex-treinador Augusto Inácio.

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