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Das pistas para as ruas: pilotos contam como o automobilismo moldou os carros de passeio

Das pistas para as ruas: pilotos contam como o automobilismo moldou os carros de passeio - Foto: Rafael Gagliano/Divulgação

Das pistas para as ruas: pilotos contam como o automobilismo moldou os carros de passeio - Foto: Rafael Gagliano/Divulgação

Corridas de carro são realizadas desde os primórdios da indústria. No fim do século 19, entre 1894 e 1897, as primeiras provas já eram disputadas na Europa, iniciando a história do automobilismo. Em 1920 aconteceu a primeira edição das 24 horas de Le Mans e em 1950 nascia a Formula 1, principal categoria desde então.

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Porém, além de consagrar pilotos e criar carros lendários, o automobilismo também foi fundamental para o desenvolvimento dos veículos de rua. Os campeonatos sempre foram utilizados como grandes laboratórios pelas fabricantes, que testavam suas inovações e depois as levavam para os modelos de produção.

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Nos dias atuais qualquer automóvel tem freios a disco, nem que seja apenas nas rodas da frente. Eles se popularizaram em 1953, para a disputa das 24 horas de Le Mans daquele ano. Em 1955, já equipavam veículos de rua. Até mesmo os retrovisores nasceram primeiro nas pistas, tendo surgido em 1911, e sendo fundamentais até os dias atuais.

“Todas as evoluções do automóvel passaram pelo automobilismo, que é um grande e avançado laboratório, em que são realizados grandes investimentos em tecnologia e inovação”, afirma Bia Figueiredo, que pilota atualmente pela equipe Full Time da Stock Car.

Evolução crescente

Aos 34 anos, Bia tem muita experiência no mundo da velocidade. Sua carreira começou quando tinha apenas 8 anos, guiando karts. Em 2010, tornou-se a primeira mulher brasileira a disputar uma corrida na Formula Indy e a correr as 500 milhas de Indianápolis.

Com este currículo, ela acompanhou de perto diversas mudanças desde que começou a guiar. “O que mais evoluiu foi a parte eletrônica e de aquisição de dados. Assim como o câmbio, que quando comecei era o manual. Hoje é por borboletas”, explica a pilota. Criado em 1989 pela Ferrari na Formula 1, esse mecanismo equipa até mesmo carros populares nos dias atuais, como Fiat Uno e Volkswagen Gol.

Quem também acompanhou toda essa evolução é Ingo Hoffmann. Maior vencedor da Stock Car, com 12 títulos, ele iniciou sua carreira em 1972, disputando provas em um Volkswagen Fusca no autódromo de Interlagos. Quatro anos depois, fez sua estreia na Formula 1, correndo pela equipe Fittipaldi. Sua trajetória na Stock Car se iniciou em 1979, tendo corrido até 2008.

Com toda sua experiência, Ingo é categórico ao dizer o que mais evoluiu nesses 40 anos. “Tudo cresceu muito, principalmente a aerodinâmica e a segurança”, declara.

Elétricos

O Garagem360 já contou a história do La Jamais Contente, primeiro carro a atingir os 100 km/h na história, em 1889 e que era movido por um motor elétrico. Hoje, os veículos movidos a eletricidade estão em alta, sendo apontados como o futuro da indústria.

Paralelamente, a Formula E é uma das categorias que mais cresce no cenário mundial, tendo dois brasileiros como campeões. Nelsinho Piquet foi o primeiro campeão da história da competição, na temporada 2014/2015, e Lucas DiGrassi é o atual detentor do título, tendo vencido o campeonato de 2016/2017.

Hoffmann acredita que essa competição pautará a indústria nos próximos anos. “Sem a menor sombra de duvidas. Tanto que montadoras como a BMW anunciaram que a partir de 2018 não participam mais da DTM, que é um campeonato super tradicional de carros turismo na Alemanha, para se dedicar ao Campeonato de Formula E”, afirma. “Todo o desenvolvimento está vindo, e virá das competições.”

Bia também aposta no crescimento da categoria e em seu papel no desenvolvimento dos carros do futuro. “O que está sendo testado na F-E hoje, estará nos carros de amanhã. Para quem ama velocidade, vale acompanhar”, finaliza a pilota.

Com a procura de mais montadoras pela Formula E, como a Porsche, BMW e Mercedes-Benz, e o estreitamento de relações entre fabricantes e os chefes da Formula 1, ao menos nas próximas décadas, o automobilismo continuará como o principal laboratório para as inovações das ruas.

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