Retorno de lideranças da facção para o sistema carcerário de SC preocupa o judiciário

Atualizado

A transferência do traficante Neném da Costeira, do presídio Federal de Porto Velho (RO) para a Penitenciária Sul de Criciúma, movimentou a guerra entre as facções criminosas, a catarinense PGC (Primeiro Grupo Catarinense) e a paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). Soldados do PCC teriam subido o morro da Costeira, domingo à noite e sequestrado três rivais.

Vídeos do interrogatório estão circulando nas redes sociais. A polícia investiga se os vídeos são recentes. A resposta do PGC veio rápida. Mais de dez homens armados de fuzis foram vistos subindo o morro do Mocotó, reduto da facção catarinense, no final da tarde de segunda-feira (30). A intenção dos criminosos era surpreender a facção paulista pelo outro lado do morro, acesso à Costeira.

A comunidade do Mocotó ficou apavorada e chamou a polícia. Várias viaturas subiram o morro, com a cobertura do helicóptero da Polícia Militar. Mas os criminosos usaram tática para despistar a polícia: deixaram três carros abertos no ponto mais alto do morro, conhecido como Cabeça de Santo, com duas pistolas calibre 9mm e um revólver calibre 32. Assim, os policiais recolheram as armas e encerram naquele momento a incursão policial. Perto da meia noite ocorreu outra movimentação entre as facções, mas não houve trocas de tiros por causa da quantidade de viaturas circulando na área.

A tensão no Morro Costeira está deixando o poder judiciário atônito. Juízes e desembargadores sabem que, infelizmente, é apenas o começo de uma guerra que deve ficar ainda mais tensa com a transferência do 1º e 2º Ministério do PGC, do Presídio Federal de Mossoró (RN) para o sistema carcerário catarinense. Fontes do poder judiciário informaram com, exclusividade, ao ND, que em breve as lideranças do PGC estarão retornando para Santa Catarina. “São eles quem ordenam as ações de dentro dos presídios. As prisões se transformaram num escritório do crime organizado”, disse.

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