Capacitação e Empreendedorismo: uma proposta inovadora da WeGOv para o Serviço Público

 André Tamura e equipe - Divulgação ND
André Tamura e equipe – Divulgação ND

Enquanto o Governo aponta para o déficit da previdência social como o grande vilão a ser combatido, é a burocracia que engole empresas e os cidadãos. Uma série de impostos, taxas, formulários, etc., tomam tempo e exigem um verdadeiro aparato técnico e de pessoal para ficar em dia com as obrigações. Neste contexto, é preciso inovar, criar novas maneiras de “fazer o que deve ser feito”, mas com agilidade, menor tempo e menores custos. Empoderar o funcionário público, incentivando a inovação nas rotinas, procedimentos e nos processos que tem que enfrentar no dia a dia é o melhor caminho; além de uma reforma tributária que simplifique todo o resto.

Sobre o déficit na previdência social é necessário um choque de gestão, observando os precedentes constitucionais, o pagamento dos grandes devedores e os Desvinculação de Receitas da União –  Dru que permite que 30% de recursos da previdência sejam desviados para outros fins.

Sobre a burocracia. A burocracia (custo financeiro mais tempo gasto) custa mais do que os impostos no Brasil, segundo o relatório “Doing Business 2018: Reformar Para Gerar Empregos”, 15ª edição de uma das principais publicações do Banco Mundial, que analisa a cada ano as leis e regulações que facilitam ou dificultam as atividades das empresas em cada economia.  A pesquisa Doing Business, simula quanto tempo e dinheiro são necessários, em diferentes países, para abrir e fechar uma empresa, obter licenças de operação e de construção, pagar impostos, etc. No ranking geral o Brasil aparece na posição 123 de um total de 190 países, mas quando o assunto é pagamento de impostos o país ocupa a assustadora posição 181.

  • Para abrir uma empresa no Brasil leva 80 dias (em média), mais que o dobro do resultado da América Latina (32), e expressivamente mais que vizinhos, como Peru (26), Colômbia (9) e Chile (6).
  • Em relação a horas-homem de trabalho para uma empresa pagar tributos, o Brasil fica na lanterna. São 2.038 horas por ano, muito mais que o tempo levado em países como Peru (260), Colômbia (239) e Chile (291). A complexidade do sistema tributário ajuda a explicar a demora.

Inovação, capacitação e empoderamento dos funcionários públicos indicam um caminho viável para transformar essa realidade sobrecarregada de burocracia e gastos excessivos, que emperra o crescimento da economia e a geração de empregos.

WeGov, capacitando empreendedores para o setor público

Um exemplo de boas práticas para mudar essa realidade do serviço público vem de uma pequena empresa catarinense sediada no Sapiens Park, em Florianópolis. A WeGov  desenvolveu um projeto que trabalha com a capacitação dos servidores públicos para que eles implantem a inovação nos órgãos e transformem os governos. André Tamura, sócio da WeGov, utiliza ferramentas inovadoras, tais como o design thinkg e o Modelo de Negócios Canvas,  para tratar as dores dos clientes que trabalham no setor público e assim sanar as dores de quem também precisa do serviço público. Em linhas gerais o programa de capacitação da WeGov instiga os funcionários públicos a pensar em soluções inovadoras para agilizar os processos, rotinas, etc., servindo assim de alavanca para a produtividade, desburocratização e assim ofertando serviços públicos mais ágeis e adequados a sociedade. Exemplo a ser seguido por órgãos públicos federais, estaduais e municipais Tamura destaca a atuação dos cursos de capacitação da WeGov em três pilares: 1º empoderar o agente público e a forma de trabalho; 2º Iluminar as boas ideias; 3º aproximar as três esferas de poder. 

Em Santa Catarina, diversas instituições já começaram a entender a necessidade desta mudança. O Tribunal Regional Eleitoral do Estado, por exemplo, foi premiado por apresentar a melhor proposta de solução para o desafio estabelecido no início do HubGov (programa de capacitação desenvolvido pela WeGov). Eles desenvolveram uma rede de divulgação do cadastro biométrico dos eleitores em SC, chamada de HubBio. Para executar a proposta, a Polícia Militar catarinense divulgou a importância de fazer o cadastramento biométrico para mais de 11 mil policiais do Estado e cerca de mil grupos de WhatsApp que constituem a Rede de Vizinhos — iniciativa da força de segurança para aproximar-se dos cidadãos e incentivar a colaboração nas comunidades.

 

Sobre a WeGov 

Considerada uma empresa social, a WeGov surgiu em 2015 e atua na área de educação para governo.A proposta passa pelo empoderamento dos agentes públicos, pela iluminação dos bons projetos e aproximação dos três poderes e esferas. Para isso, desenvolve oficinas, cursos, palestras e outras ações inovadoras e inteligentes que aperfeiçoam processos. A WeGov atende órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todo o Brasil, promovendo a troca de experiências entre os formadores do sistema para melhorar o funcionamento da estrutura pública.

Inovação 

A proposta é tão inovadora que a WeGov é considerada uma empresa social e está entre a iniciativa privada e o Governo, levando conceitos e aprendizagem da área de negócio para o setor público, mostrando que é necessário empoderar os funcionários e que é possível empreender no setor. O proposta é tão inovadora que foi apresentada por Gabriela Tamura, diretora-geral da WeGov, no México, no inicio de novembro, como um case de sucesso durante o Encontro Latino-americano de Inovação Social no Setor Público (Elis). Por conta dessa exposição, o próximo Elis acontecerá em Florianópolis em 2018 e terá a WeGov como anfitriã. 

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