O inverno chegou e pede delícias para o chá da tarde

Atualizado

Inverno: delícias para o chá da tarde

Chás são ótima companhia para o inverno - Paulinho Sefton/ND
Chás são ótima companhia para o inverno – Paulinho Sefton/ND

Meu chá preferido é o Earl Grey. Qual o seu? Difícil escolher entre as centenas de variedades de sabor do ritual que se originou na China, mas que dominou o oriente, do Japão aos países árabes. Para acompanhar, bolinhos (como a Madeleine), biscoitinhos, pães, manteiga, geleia, como preconizou a Duquesa de Bedford, em 1840. O que poderia ser mais perfeito para o inverno que acaba de chegar?

Coisa para inglês ver
• Inglaterra. Por volta de 1840, Anna Maria Russel, Duquesa de Bedford e amiga íntima da Rainha Vitória, introduziu na corte o hábito do chá da tarde, ou “Five O’Clock Tea”, servido na delicada porcelana chinesa, e acompanhado de delícias como pães, manteiga, geleias e bolinhos.
• Só mesmo as misturas de água quente com folhas de Camellia Sinensis podem ser chamadas de chá. Quaisquer outras misturas com flores e folhas serão infusões.
• A medida é essa: acrescente 1 saquinho ou 1 colher de chá a cada 200ml de água por pessoa, deixe em infusão por 3 minutos e então retire as ervas.
• O uso de limão é um hábito russo; já tomar chá com leite é um hábito inglês.

Cerimônia do chá
A cerimônia do chá, conhecida como “chanoyu”, em japonês, é um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o “matcha”, um chá verde pulverizado. No final do século XV surge outro tipo de cerimonial denominado “wabicha”, popular na classe superior e que, carregado do espírito do budismo de Zen, é como se usa fazer até hoje. Fonte: Embaixada do Japão no Brasil.

Casa de Chá Mayra Pauli - Paulinho Sefton/ND
Casa de Chá Mayra Pauli – Paulinho Sefton/ND

Casa de chá Maira Pauli
Londres? Não. Bairro Santa Mônica. Quando se fala “Maira Pauli” você sabe que pode traduzir por capricho. Tudo o que se vê na vitrine da encantadora casa de chá tem um porquê que compõe a experiência gastronômica – inclusive as louças, delicadas e lindas. Doces, tanto da pâtisserie francesa clássica como autorais, são escoltados à mesa por um dos 40 chás da carta de blends, entre os que mais me mais agrada o de jasmim.

Panna Cotta de Matcha do Nipô Sushi - Sandra Puente/ND
Panna Cotta de Matcha do Nipô Sushi – Sandra Puente/ND

Nipô: Panna Cotta de matcha
A clássica panna cotta ganha um toque oriental com o gengibre e o matcha, a folha fresca do chá verde. A sobremesa, autoral do Nipô com a consultoria do chef João Bub, leva ainda nata, leite, açúcar, agar agar e é finalizada com calda de chocolate branco e crumble de cacau com gengibre. Delicada, mas com contrastes surpreendentes, é um carinho para os olhos e para a boca, e está entre os pratos do novo cardápio que celebra os cinco anos da casa.

Madeleines
100 g de manteiga
1/4 da casca de limão siciliano ou verde
2 ovos inteiros
120g de açúcar
100g de farinha
3g de fermento em pó (em torno de uma colher rasa de chá)
1. Pré-aqueça o forno a 220 graus.
Derreta a manteiga em fogo baixo.
Em uma tigela, bata os ovos e o açúcar até obter uma mistura espumosa. Adicione a farinha e o fermento peneirados, mexendo sempre. Junte a manteiga derretida e as raspas de limão. Misture bem.
Unte a forma de Madeleine com uma camada fina de manteiga. Preencha com a massa até 2/3 da forma.
2. Importante: asse em forno a 220°C durante 5 minutos, em seguida abaixe a temperatura para 200°C e deixe por 10 a 15 minutos, até que dourem.
Desenforme ainda quente e deixe esfriar antes de servir.
3. Receita baseada na do chef Pierre-Dominique Cécillon, para Larousse Cuisine. Rende 20 madeleines.

Beliscão de goiabada - Nestlé/ND
Beliscão de goiabada – Nestlé/ND

Beliscão
1 lata de creme de leite
1 xícara (chá) de açúcar
3 xícaras e meia (chá) de farinha de trigo
100 g de manteiga
Recheio:
180 g de goiabada
meia xícara (chá) de açúcar

1. Para a massa, misture o creme de leite o açúcar, a farinha de trigo e a manteiga. Cubra com filme plástico e deixe descansar por 30 minutos.
2. Para o recheio: corte a goiabada em retângulos finos. Abra a massa em uma superfície enfarinhada, cortando-a em círculos com o auxílio da borda de um copo pequeno ou cortador. Coloque um pedacinho de goiabada no centro e dobre a massa, unindo duas pontas opostas. Arrume-os em fôrma untada e leve ao forno preaquecido (200°C) por cerca de 30 minutos ou até ficarem ligeiramente dourados. Retire do forno e polvilhe com o açúcar.
3. Não coloque pedaços muito grandes de goiabada em cada porção de massa. Caso isso ocorra, a goiabada, ao derreter, pode grudar na forma.
4. Fonte: www.receitasnestle.com.br

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