Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Aceite-se

Atualizado

Americanos pesquisam tudo. Já descobriram, por exemplo, que 94% das mulheres não se gostam quando se veem no espelho. Acho que é mais que isso, mas, vá lá… Grosso modo, penso, ninguém se vê bonito diante do safado espelho. Por que safado? Porque ele não nos esconde nada, salvo se quisermos nos enganar, aí, sim, aí vemos o que bem entendermos. Um horror pode se ver um anjo… Mas não é bem disso que quero falar, quero falar da autoaceitação. E o que é autoaceitação? É nos olharmos no espelho, tanto o espelho do banheiro quanto no espelho interno da nossa autoestima, e nos aceitarmos como somos. Só não podemos relevar é na questão moral, quando, é claro, não seguimos o rumo da Educação Moral e Cívica. Precisamos da verdade, sem qualquer transigência ao despudor…

Essa questão da autoaceitação é decisiva para sermos um pouco mais felizes. Tenho medo de ficar só e dormir no escuro? Sem problemas, é admitir esse medo ou dormir sempre perto de alguém. Não gosto de minha altura, sou baixinho/a… Aceite-se, tamanho não é documento, não é o que dizem? Ademais, o que você pode fazer contra ser baixinho? Usar saltões é mais que ridículo, é denunciador… Aceite-se.

Não gosto de multidões… Evite-as. Vejo todos os meus amigos alegres, soltos nas festas e eu me sinto tímido, tímida, não me consigo soltar como os outros… Não se solte, admita-se sem graça para fazer o que os outros, não raro, fazem por força de circunstâncias que você nem de longe suspeita. E é bom lembrar que quase todos, todos, que andam por aí andam fazendo teatro… Não se dão conta disso ou então forçam a barra, acabam não sendo felizes, afinal, é impossível ser feliz sendo falso para si mesmo.

Tudo o que não lhe desce bem pela garganta da vida, evite. Evite ou não dê importância. Insisto, nas questões morais sim, não devemos transigir. No mais, ser como somos, sem reproches nem censuras inúteis, faz-nos bem, traz-nos mais saúde, longevidade e, acima de tudo, felicidade. Também já foram feitas pesquisas: os que vivem fazendo plásticas no rosto são pessoas extremamente infelizes. Eles pensam que se enganam… Melhor é aceitar-se.

IMAGEM

Todos nós temos questões imutáveis em nossa personalidade e corpo físico. Já disse, é aceitar-se, faz bem. Há, todavia, questões que se não nos fazem felizes, podemos mudar, tudo vai depender da vontade e da persistência. E essas mudanças são as que nos vão orgulhar e fazer felizes. O resto é correr atrás do vento ou alimentar vaidades inúteis.

FALTA DIZER

Durante muito tempo fiz palestra sob o título de “Como ser diferente no mundo dos iguais”. As pessoas não se dão conta, mas andam quase todas por igual, em tudo. Esquecem que bem podem se destacar do mundo dos iguais; todos temos potencialidades bem nossas, só nossas, que nos podem fazer diferentes e… Admirados. Contudo, a maioria acomoda-se aos hábitos das multidões, dá menos trabalho. Resultado? São apenas mais um ou uma no “rebanho”…

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