Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Amor e vida

Atualizado

A história que vem a seguir é fato. E você sabe, todo fato é uma verdade.

Um casal catarinense estava decidido a viajar em definitivo para a Europa, para um desses países que está “na moda”. Tudo bem, tudo acertado, acertado aonde iam morar, o que fazer, como fazer, essas coisas todas que envolvem uma mudança drástica de vida, mas… Havia um problema, um grande problema: o que fazer com a cachorrinha de estimação, a Margarida. A cachorrinha não poderia ser levada com o casal. Um drama.

O casal pensou, pensou e não achava saída, não via alguém que pudesse ficar com a Margarida, cuidar dela como ela merecia e estava acostumada. Deixá-la numa instituição de cães para doação nem pensar… Santo Deus, o que fazer? O casal discutia essa questão todos os dias, e a Margarida ali, aos pés deles, deitadinha no tapete da sala… Todos os dias a mesma conversa, e a Margarida, é claro, só ouvia, nem aí para o drama dos seus amados.

Faltava uma semana para a viagem do casal, nenhuma solução para a vida futura da Margarida. Pois exatamente uma semana antes da viagem dos amados, Margarida amanheceu doentinha… Ficou doentinha por dois dias e logo morreu. Pronto, estava resolvido o problema do casal, Margarida não lhes daria mais preocupações… Como disse, essa história é fato. O que teria acontecido com o bichinho? Você tem dúvidas? Eu não tenho. Margarida ouviu tudo, todas as conversas dos seus amados e decidiu não viver sem eles, nem deixá-los preocupados, decidiu morrer, como que a dizer: “Melhor é morrer a ficar sem vocês”! Não foi coincidência, foi sensibilidade da Margarida…

Os bichos têm sensibilidade, têm inteligência, nos conhecem bem mais do que imaginamos, entram na nossa “vibe” naturalmente… Maltratá-los, abandoná-los como quem joga uma casca de banana num canto é feri-los gravemente. Eles não se podem defender, mas nós podemos protegê-los, amá-los e fazê-los passar pela vida abençoando a vida. E a vida deles bem que pode ter muito da nossa vida… Não é mesmo, João, Gracie e Jéssica, meus amados vira-latas, anjos disfarçados? Sei bem de vocês, e vocês sabem ainda mais de mim…

CONSELHO

Acabei de ouvir um bom conselho, e fiz bico. Vou contar. Não há, por exemplo, prazer que supere o prazer de comer, da boa mesa… Pois acabei de ouvir o conselho de um médico para os que querem perder peso. Fiquei atento. E o doutor disse simplesmente que para perder peso devemos passar a comer o que mais odiamos. Bah, doutor, mas aí eu não vou comer quase nada… O diacho é que o doutor tem razão. Decidi, vou perder peso: – Berinjelas, venham aqui, rápido!

FALTA DIZER

Que nojo eu tenho das pessoas que pelo dinheiro fazem qualquer negócio, asco mesmo. Passei na frente de uma loja de agropecuária e o sujeito não tinha mais espaço tantas eram as gaiolas colocadas à venda. Gaiolas/prisões para pássaros indefesos que um dia serão capturados por ordinários que não deviam ter nascido. Desejo-lhes o pior.

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