Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Assunto para todos

Atualizado

Que o sujeito não me venha com a história de que este assunto não lhe interessa, interessa sim. Interessa ou o sujeito vira suspeito… Só o que faltava!

Sim, mas qual é o assunto? O assunto é velho, vem dos tempos de Adão e Eva: mulheres surradas. Surradas por falta de educação de família e por falta de autorespeito. Acabo de fechar o jornal, vontade de queimá-lo, mas a culpa não é do jornal, a culpa é dos homens vagabundos e covardes: os que batem em mulheres.

A reportagem que me enfureceu trazia como manchete: – “Vítimas de violência transformadas”. História de mulheres que apanharam, apanharam e apanharam para só então acordarem. Acordaram, denunciaram os vagabundos e agora são ajudadas por um programa coletivo de várias instituições sociais da cidade de Santa Cruz do Sul, RS. A iniciativa foi da polícia civil da cidade.

As mulheres são acolhidas, treinadas para o mercado de trabalho e amparadas emocionalmente, mas… O que mais me irrita é ler histórias de mulheres que dependiam 100% dos vagabundos com quem viviam, e deles apanhavam. Uma delas, forte, bonita, saudável, 36 anos, vivendo inteiramente sob as asas do covarde. Tem cabimento? Como é que uma mulher, no mundo de hoje, e era aqui que eu queria chegar, ainda vive 100% na dependência de um homem, seja ele quem for?

E quando eu disse que este assunto é para todos, sim, é para todos. Os homens nascem, crescem, fazem de tudo e vão morrer dependendo de uma mulher, sempre. São uns mimimis metidos a fortes, a independentes, a tudo, mas na hora em que molharem as fraldas geriátricas ou de precisar de alguém para levá-los ao médico quem vai ajudá-los é uma mulher… Sempre.

As mães precisam educar suas filhas para a independência, para o saber viver sozinhas sem precisar de ninguém, o que não significa não viabilizar uma eventual relação com alguém que valha a pena, que valha a pena, eu disse. Muito difícil. Do jeito que as coisas estão, quase impossível. A geração mimimi que anda por aí só quer chupeta e celular para “danações”… Eles sabem disso. E para terminar, vagabundo que bate em mulher não deve continuar vivo…

HORROR

Vi num site… Uma dessas que andam por aí (mais uma, aliás) fez longa tatuagem de amor pelo corpo com o nome do “amado”. A tatuagem lhe riscou o corpo todo, um horror. Eu gostaria de saber como ela vai apagar os “riscos” quando o amor terminar e ele cair fora com outra… Não adianta, elas continuam a tatuar o nome dos ordinários pelo corpo. Eles nunca fazem isso…

FALTA DIZER

Um amigão me contou que dia destes precisou de uma farmácia 24hs. Quando ele ligou, para três delas, eram onze e meia da noite. Os telefones chamaram, chamaram e nada. Muito comum isso em Florianópolis, muito. E a cidade se diz turística e moderna. E os “negociantes”, dessas farmácias, uns biltres mentirosos. Pegá-los e dar-lhes uma boa “lição”, daquelas a precisar de analgésicos…

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