Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Casamento feliz

Atualizado

Do mesmo modo como não precisamos de nada para ser felizes, de muito pouco precisamos para ser infelizes… Tudo depende da pessoa e não da coisa em si, isto é, do que nos faz felizes ou infelizes. A conversa está nublada? Deixe-me puxar a cortina.

Vivo dizendo que, para as pessoas inspiradas, o trabalho é um tipo especial de casamento: é algo para toda a vida, uma vivência prazerosa e realizadora. Infelizmente, esse casamento é para poucos, posto que (embora) possa ser para todos. A tristeza dessa história é que, no caso dos brasileiros, entre 78 a 80% trabalham só pelo salário, não gostam do que fazem, rangem dentes quando saem de casa para trabalhar. Um inferno. Mas um inferno determinado pela própria pessoa, afinal, ninguém é obrigado a fazer o que faz, tampouco aceitar o salário que recebe. – “Ah, Prates, mas as pessoas não se garantem, precisam pegar o que estiver pela frente”! Sei disso, mas é um tipo estúpido de ser e de viver, afinal, tudo é possível ao que crê, não é o que diz o Evangelho de Marcos?

Vim até aqui para falar de uma frase do jogador português Cristiano Ronaldo. Semana passada, o time do Ronaldo, a Juventus, da Itália, precisava ganhar um jogo do Atlético de Madrid por três gols de diferença. Se vencesse passaria às quartas-de-finais da Liga dos Campeões da Europa. Ronaldo, o português indômito, fez os três gols, os três.

Depois disso, no vestiário, Ronaldo fez a frase que me trouxe a esta conversa: – “Foi para isso que me contrataram”. Deixou claro que foi para ganhar jogos e fazer gols que ele foi buscado ao Real Madrid.

O que fez Cristiano Ronaldo é o que todos temos que fazer diante de quem nos contrata: fazer o melhor, justificar o investimento do empregador, da empresa, de quem for. Nosso trabalho até pode deixar a desejar, mas tem que ser pura essência do melhor esforço, com muito suor legítimo. Quantos fazem isso no seu dia a dia, quantos? A escandalosa maioria só trabalha pelo salário, faz o que tem que fazer de qualquer jeito e quanto mais despercebida passar, melhor… São os infelizes no “casamento” com o trabalho. A estupenda maioria…

IMAGEM

Muita gente se revela desprezível facilmente… Falo de caras que se acham, gente metida, empresários, médicos, “doutores” de todo tipo, que se deixam fotografar sem camisa. Esses tipos precisam de mulheres que se deixem também fotografar sem blusa… Fotos sem camisa é para gentinha sem respeito. Pudor  faz bem à saúde social… E me admira que jornais ainda publiquem esse tipo de foto em suas páginas “sociais”.

FALTA DIZER

Que ninguém se atreva aqui no Brasil, e que os médicos jamais o permitam, pais impedindo que seus filhos, crianças indefesas, sejam submetidos a certos procedimentos de saúde em razão de crenças religiosas. Esses adultos estúpidos têm que ser corridos a ferro dos hospitais. Que os médicos sejam firmes. Era só o que faltava tentarem impedir a saúde das crianças por crendices religiosas. Só o que faltava.

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