Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

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No Brasil de hoje quem quiser fazer sucesso, pelo menos diante da maioria trôpega que anda por aí, que seja uma pessoa sem bons modos, ideias e projetos. Quem for pessoa de bem, qualificada por um estilo apurado de bom gosto, ideias elevadas e competência profissional, ah, vai ter poucas chances. A maioria rasteira faz “bullying” com esses mais elevados… E há gente metida a boa que critica o que é bom. Um exemplo? Dia destes, li num jornal de São Paulo um artigo escrito por um “jornalista” que criticava o modo como muitos jovens escrevem nas redações do ENEM.

A crítica se alicerçava sobre o estilo “juridiquês” de muitos jovens. E isso incomodava o “jornalista”. E ele deu exemplos. Todos os exemplos dados fechavam com um estilo “clássico”, frases e vocábulos absolutamente corretos, mas…  Fora de moda, para o jornalista. Fora de moda? O que é fora de moda? No Brasil dos “esfarrapados” é ser correto no falar, por exemplo. Nem falo sobre outras virtudes. Para os rasteiros, falar corretamente e aliar a essa virtude outras virtudes é caso de “fogueira”. A fogueira da moderna Inquisição. A fogueira da Inquisição de hoje é garantida aos que buscam por qualidade, boa educação e valores distantes da maioria.  Hoje, para a maioria estropiada, o moderno é ser um roto nas ideias, valores e comportamentos.

Torço para que os jovens não esmoreçam, não se assustem com eventuais ataques, com o Bullying. Os bons ao longo da história humana sempre foram candidatos à fogueira. É que os bons causam inveja, fustigam os pífios da coragem, da disciplina e das necessárias bravuras para que sejamos alguma coisa na vida. Sempre foi assim, mas os jovens não devem desistir ou se assustar.

Só o que faltava um jornalista criticar jovens que escrevem de maneira “escorreita”, que usam de vocábulos preciosos ao ponto de se confundir com o que os trôpegos chamam de “juridiquês”, linguagem do Direito.

E se você, guria, quiser ser queimada na fogueira das maledicências de amigas ou colegas, “cresça”, leia muito, melhore sua fala, aperfeiçoe os bons modos, “agrida” as outras e outros com virtudes “invejáveis”. Sempre foi assim, os bons são acusados de defeitos e desonras, mas tudo será debitado na conta dos despeitos, não se assuste, invista e viva. Viva bem melhor que os críticos da boa linguagem.

 

VIRTUDES

Os pais “deviam” falar aos filhos dos “benefícios da leitura”. Lembrá-los que a leitura lhes aumenta o vocabulário, é uma ótima companhia, estimula a imaginação e lhes dá histórias para contar. E quanto custa isso? Custa curiosidade, vontade, disciplina e constância… Resultado? Mais vida e admirações públicas. Sem falar que provoca grandes invejas.

FALTA DIZER

Pacóvios da indústria farmacêutica continuam insistindo em achar um “Viagra” para as mulheres. Ignorantes. Quem faz sexo com o corpo é o homem, basta o cara estar “inteiro” para estar a fim… Já as mulheres fazem sexo com o coração, com os sentimentos, e aí não há “remédios” que as façam desejar o que não desejam. Os “minguados” não sabem disso?

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