Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Comportar-se corretamente é saudável e obrigação de todos nós

Se os olhos que agora estiverem nestas linhas forem de mulher, por favor, não vire a página, não vou falar de futebol. Vou, isso sim, mais uma vez, me valer de um exemplo do futebol para conversar com toda gente. Obrigado, leitora.

É o seguinte. Os times brasileiros voltaram às atividades após o período de férias. Acontece que num dos grandes times do futebol brasileiro há um treinador estrangeiro e ele ficou “tiririca” da vida ao constatar que muitos dos jogadores voltaram das férias 3 ou 4 quilos acima do peso, o que para um atleta é mais que uma arroba…

Alguém pode dizer, e é aqui que o assunto se abre para toda gente, que os jogadores estavam de férias, precisavam aproveitá-las e que o sobrepeso ao voltar aos treinos é coisa natural, afinal, o descanso engorda…

Não, o descanso só engorda os irresponsáveis. E aqui a conversa é para todos nós. Todos temos que ter cautelas e respeito pelo trabalho que fazemos e com as empresas que nos acolhem. Então por que alguém está de férias vai andar por aí chutando latas de lixo? Vai andar de qualquer jeito, roupas inadequadas, deixando-se fotografar com garrafas na mão, mesmo que seja num clube ou na beira da praia? Tudo o que possa diminuir ou abalar a imagem pessoal ou da empresa que contrata a pessoa pode causar problemas e constrangimentos.

No caso de um atleta, será que o sujeito não sabe que o peso é para ele tão importante quanto o ar que ele respira? Será que não sabe que bebidas alcoólicas diminuem a resistência?

Vale para todos nós, todos somos “atletas” de uma atividade ou de uma empresa. Comportar-se corretamente é saudável e obrigação de todos nós. Obrigação. Sem essa de estou de folga ou de férias, sem essa. Ou será, por exemplo, que algum marido por estar viajando justifica-se para trair a mulher? Não é a ocasião que faz o ladrão, como muitos dizem, a ocasião “revela” o ladrão, isso sim…

No meu time, seja de futebol ou de trabalho na empresa, comportou-se mal fora das “quatro linhas” vai para o banco, para a reserva e de lá só sairá quando comprovar estar plenamente recuperado… Ordinários.

DESLEIXO

Não, não me venham com a desculpa de que é verão. Insuportáveis os “turistas” de bolsos furados e mal-educados que andam pelos shoppings e supermercados em Florianópolis arrastando chinelos, num leque-leque insuportável. E insuportáveis as crianças “ingênuas” que andam com eles pegando caixinhas de suco, bebendo e largando as caixinhas num canto, “esquecendo” de pagar. Levar essa gentalha para a salinha dos fundos do supermercado. Levar todos e… ferro. Nunca mais esqueceriam. Ordinários.

 

FALTA DIZER

Muita gente trabalha de graça, mas recebe salário. Ué, como isso? Simples. Gastam tudo o que ganham em futilidades e irresponsabilidades, não lhes sobra nada para a poupança, estão sempre com a corda no pescoço e se queixando ou do salário ou da empresa ou da vida. Fúteis, irresponsáveis. E a maioria gasta em “lazer”, litoral catarinense, por exemplo.

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