Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Elas não

Atualizado

Quase fui irmão marista… Tenho na testa da alma o “M” de Maria e de Marista. Nunca estudei em escolas que não fossem católicas e maristas. Estudei e leio todos os dias a Bíblia, agora não por devoto ou pio, mas para gravar melhor trechos que me causam revolta e contestação. É preciso estar bem armado para os debates, para não engolir em silêncio falsas verdades que nos são empurradas goela abaixo ao longo da vida e de modo especial na primeira infância… A primeira infância é a nossa danação, é nela que os mais velhos fazem-nos a “catequização” que nos condicionam às crenças religiosas.

Sabemos que as mulheres conquistaram o mercado de trabalho, passaram milênios condenadas ao casamento e a parir. A elas nada mais era permitido… Reagiram e aí estão.

As mulheres estão jogando e treinando equipes de futebol, estão na política, nas lutas de boxe, nas forças armadas, estão onde bem entendem, mas… Não são respeitadas na Igreja, que delas só tira a subalternidade. E não adianta alguém fazer bico para mim, são fatos, não se discutem.

Numa reportagem de página inteira de um jornal de São Paulo, a manchete cuspia em minhas retinas. Dizia que – “Igreja pode ordenar homens casados na Amazônia”. Você sabe que há carência de padres na Igreja Católica e especialmente em algumas regiões brasileiras, como a amazônica. E sabe-se também que padre não pode casar, mas… É possível que a Igreja abra a porta para os casados e, talvez, por que não?, venha a abrir as portas também para o casamento dos padres. O que me deixou furioso vinha a seguir. Nessa reportagem do jornal paulista, foi perguntado a um bispo brasileiro se existe a possibilidade de a Igreja instituir o sacerdócio feminino ou mesmo o diaconato. A resposta foi seca: – “Isso é bem mais remoto”. Em outras palavras: nem pensar.

Por que a mulher é escorraçada na Igreja? Por que inventaram que a mulher foi quem pecou no Paraíso, por que as mulheres só servem para tirar o pó dos altares e não para ministrar os sacramentos? E falam de preconceitos contra as mulheres. No dia em que as mulheres tiverem consciência de que as Igrejas só existem porque elas existem, os “mandões” vão piscar e respeitá-las. Já se faz tarde.

MACHISMO

Machismo puro, indecente e contraventor… Por que a Igreja Católica não aceita mulheres no sacerdócio, por que elas não podem ministrar os sacramentos? É uma discriminação inexplicável, odiosa e estranha. E não me tentem explicar… A vida foi “criada” para homens e mulheres, é a bipolaridade complementar da Natureza. O que um pode, o outro pode. Por que o “feminicídio sacerdotal”?

FALTA DIZER

O positivo faz bem à saúde. E aqui positivo se confunde com fé, alegria, certezas. Acabei de ler no livro “Cura Espiritual – uma investigação” – que quando o médico é positivo no falar, é simpático, é otimista (ainda que “cientista”), ele produz melhoras no paciente antes mesmo dos remédios. Mas é muito difícil achar por aí esse tipo de médico, infelizmente.

Mais conteúdo sobre

Mais conteúdo

Luiz Carlos Prates

Vivemos procurando desculpas para os nossos amuos ou fracassos na vida. Acabei de ver um quadro no Balanço […]

Luiz Carlos Prates

É estranho, mas indesmentível: quem muito pensa não vive, sofre, tem medo. O muito pensar leva-nos a ponderar, […]