Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Ele e o cão

Velho muito cedo, sábio muito tarde. O que você acha? Eu achei interessante. “Velho muito cedo, sábio muito tarde” é o nome do livro que acabei de ler. Escrito por um psiquiatra americano que foi capitão do Exército dos Estados Unidos na guerra do Vietnam: Gordom Livinsgton. Ele tem histórias para contar. Hoje ele ouve casais, na guerra ouvia colegas feridos…

E como sempre concordamos com quem pensa igual a nós, concordei da primeira à última página do livro com o Gordon. Vivo dizendo, por exemplo, que se tivermos olhos de “perceber”, que é mais que ver, e ouvidos de “escutar”, que é mais que ouvir, não mais vamos fazer negócios com ninguém e muito menos casar…

Certa altura do livro, Gordon diz que – “A única comunicação em que podemos confiar é o comportamento”. De acordo. E sempre que converso com minhas amigas, jovens, digo a elas que se cuidem, que não caiam no conto do vigário dos mimimis das mamães que andam por aí: os homenzinhos. Mentem pela boca e se desmentem pelos atos.

Falando podemos enganar a torcida, mas com gestos e ações não. É olhar e ver, querer ver. Ver todos vemos, querer ver já é outra conversa. Gordon é faca na bota, ele diz no livro que é um escândalo alguém antes de casar propor um “acordo pré-nupcial”, contrato que salvaguarde as “posses” de um e de outro. Pode isso? Afinal, pressupõe-se que “confiamos” na pessoa com quem vamos casar, pois não? Penso que quem de fato ama “esquece” o resto, quer amar até que a morte os separe… Será? Não hoje em dia, não para os tantos que têm os olhos voltados para os bens alheios… E quem duvidar disso ou fizer bico, passa a ser suspeito. Estamos numa época de cada um com o seu e Deus comigo, não com todos… Fim dos tempos.

Voltando ao comportamento. O cara está numa lanchonete de praia com a namorada, vem um cãozinho de rua, sacode o rabinho, quer um “pedacinho” e o sujeito manda o cachorro para longe ou faz gesto de que vai chutá-lo. É sair na hora, guria, não esperar mais nada, o cara é um insensível estúpido. Certo? Não? Tens razão, perco meu tempo. Elas não querem “escutar”, não querem ficar encalhadas… Vão se danar.

ALGEMAS

Os que se acham alguma coisa, pobres diabos, são contra algemas para presos que não ofereçam resistência. Ah, é? E se um “rendido” resolver reagir no meio da prisão e sentar a mão ou alguma coisa em quem o está prendendo? Algemas sim. E quanto mais o traste se achar, mais apertadas as algemas. Quem decide é o policial em serviço. Só o que faltava!

FALTA DIZER

É evidente que safados internacionais, cujas terras europeias  são pobres, querem saquear a Amazônia. Temos que dizer a esses atrevidos de naçõezinhas que “esta terra tem dono”, como bradava o guerreiro índio brasileiro Sepé Tiaraju. E mais, temos que “armar” a Amazônia, meteu o pé aqui como “conquistador” disfarçado de gente boa, “fogo”! Ué!

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