Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Entrando em campo

Atualizado

Leitora, por favor, não precisas mudar de página, não vou falar de futebol. Vou apenas me valer do futebol, como costumo fazer, para falar sobre nós, nossas “equipes”, tanto as do futebol quanto às do trabalho. É o seguinte:

Quando uma equipe de futebol entra em campo, entram “onze” equipes. Explico. Cada jogador tem que entender que se o time vencer ou perder, ele, o jogador, individualmente, ganha ou perde. É um trabalho coletivo, são onze equipes em campo, cada jogador é uma equipe. Uma obviedade constrangedora, mas…  Hoje, a maioria dos mandriões, desculpe, quis dizer jogadores, entra em campo pensando em si mesmo e nada em relação ao coletivo da equipe. Vêm daí as tantas e tantas derrotas, cada um está jogando para si mesmo. A conta não fecha.

Nas empresas acontece a mesma coisa. Por pesquisas exaustivas, fica-se sabendo que em torno de 80% dos brasileiros que trabalham não gostam do que fazem, estão ali só pelo salário… Ao tempo em que narrei futebol, 26 anos, aprendi que jamais uma equipe, a equipe que for, tem ou teve três craques. Craques, eu disse. Pode ter um craque, um segundo muitíssimo bom e… O mais é complemento, craque, craque mesmo, não. Vale para as empresas. Se em torno de 80% dos que trabalham no Brasil não gostam do que fazem, sobra-nos a evidência que são os poucos 20% restantes, ou no máximo 30%, os que viabilizam as empresas, são os pianos da orquestra. O mais são “figurantes”, nada decisivos, senão para empurrar os pianos…

Para termos paz na cabeça e sucesso na vida precisamos entrar em campo, seja no futebol quanto na empresa onde trabalhamos, dispostos a molhar a camisa, a suar muito pela vitória. E na multiplicação das individualidades, os times dentro do campo e os empregados dentro das empresas, serão criados grupos vencedores. Sozinho ninguém atravessa a ponte do sucesso na vida, ninguém. Aliás, essa conversa bem que vale para o casamento. Ou os dois “pombinhos” (não porcos-espinhos) jogam juntos, abrem mão de metade de seus caprichos ou nada feito. É o que anda acontecendo em quase 100% dos casamentos: cada um na sua e nada de abrir o jogo para o coletivo do casamento. Acho que você já entendeu o objeto da conversa, certo? Que bom, então tiro o time de campo.

VERDADE

Quanto mais crescem as cidades, mais pessoas e mais é necessária uma Justiça dura, incondicional, repressora e educadora. E junto com ela Educação Moral e Cívica dentro das famílias e indispensavelmente nas escolas. Ou isso ou mais fundo vamos cair no abismo moral em que nos encontramos. Abismo em que bandidos são “compreendidos” e relevados. Ou ferro e fogo ou o Juízo Final estará logo ali, na esquina…

FALTA DIZER

Algumas doenças estão ativamente na “moda”, derrubando multidões por aqui e pelo mundo… Seriam doenças evitáveis, estudiosos da mente humana dizem que essas doenças vêm da infelicidade das pessoas. Mas na aparência, muitos nos enganam, passam por felizes e nos fazem infelizes… Você é feliz? Depende de você.

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