Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Lei natural

Atualizado

A Lei Natural, e por isso Lei da Vida, nos lembra a todo instante que nascemos, crescemos e morremos. Essa Lei Natural elimina de todos nós a possibilidades de nos darmos por ignorantes, sem estudos, sem sorte, sem dinheiro, sem família, sem nada, diante dos delitos que cometemos ou possamos cometer. O que quero dizer? Muito simples: que todos nós sabemos sobre o que é certo e o que é errado na vida em sociedade, todos, sem exceção. Muitos ordinários, todavia, dizem que fizeram o que fizeram porque não sabiam que a lei os proibia… Conversa de Pinóquio, tanto é verdade que o desconhecimento da lei não preserva da culpa os eventuais criminosos, delinquentes. Mesmo sem saber da lei vão pagar pelo que fizeram. E por quê? Porque estão regidos pela Lei Natural, a lei que pela “intuição”, condição natural dos seres humanos, sabemos de tudo sem sabermos de nada. É o conhecimento sem consciência. Conhecimento natural em todos nós; vem daí, repito, a nossa culpa pelo que de errado fazemos do ponto de vista moral.

Qualquer sujeito sabe que roubar não é correto, sabe. E sabemos quando estamos traindo alguém,  sabemos quando estamos fazendo uma trapaça na empresa, sabemos, enfim, sobre o decente e o indecente.  É por isso que temos, em nome da Lei, natural ou não, que fincar os dentes nos fora-da-lei. Os vagabundos, e nós também, em muitos momentos, sabemos quando ousamos fora das raias morais.

Aliás, é bom lembrar, para a sobrevivência e o bom convívio social, que ninguém precisa de estudos especiais para saber como se comportar na vida coletiva. Mais uma razão para os regidos pelos bons fluidos da vida não puxar o freio da misericórdia diante dos bandoleiros, “perfumados” ou não. Ou será que você não conhece pessoas bem pobres, sem estudos, sem nada, e tão honestas quanto os melhores santos dos altares? E de outro lado, conhece gente “boa” que não devia ter nascido.

A Lei Natural nos dá ao nascer o passaporte para uma vida decente, mas temos a liberdade de contrariar à “natureza”. E sendo assim, ferro nas bruxas e bruxos. Ferro bem quente…

LEMBRANÇA

Já falei muito desse samba em minhas palestras em empresas. O samba de Ataulfo Alves, “Bonde São Januário”.  Tempo dos bondes nos arrabaldes do Rio de Janeiro. Certa altura, Ataulfo cantava: – “O bonde São Januário leva mais um operário, sou eu que vou trabalhar…”. E a “brasileirada” vadia cantava: – “O bonde São Januário leva mais um “otário”, sou eu que vou trabalhar…”. Quer dizer, para muitos, trabalhar é ser otário. Não mudou nada… Coitados dos nadas da vida.

 

FALTA DIZER

Como é que se escreve vergonha? É o que muita gente deve estar perguntando. Dia destes, uma “famosa”, mas analfabeta da televisão, contou que chegou a usar mudas de plantas na vagina para deixá-la mais apertadinha… Outra falou dos puns do marido na cama, e mais outra, bem novinha, falou que sofre de prisão de ventre e que passa dias sem cag… Meu Deus, onde fica a Dinamarca?

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