Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Mais uma

Mais uma entrou para os meus arquivos temáticos, e entrou por sua qualidade de vida e longevidade. Meus arquivos têm histórias formidáveis, questões humanas de toda sorte lá estão. Faço uso dessas histórias nas minhas palestras. Poucos, todavia, me pedem para falar sobre longevidade.

E na questão da longevidade, como já disse, há uma nova integrante no meu “cast” dos longevos, uma mulher, sempre elas nas lideranças… Ela se chama Maria Emília, gaúcha, e completou simplesmente 103 anos dias destes. Primeira condição dos longevos para serem longevos? Parece que é ser pobre. Só conheço pessoas pobres que chegam ao centenário. Não é estranho? Os ricos podem comprar todos os remédios possíveis, podem ir para o melhor hospital, podem mandar buscar os melhores médicos do mundo, mas… Não podem comprar a saúde, a longevidade. Dona Emília chega aos 103 anos sendo pobre, mas… É desprendida, vive como pode e é feliz, não sonha com bobagens que não trazem vida mas só aborrecimentos, coisas como o apego ao consumo e às posses materiais inúteis e não raro meramente de ostentações. Na entrevista que ela deu a um jornal gaúcho disse que o copo da vida dela nunca está meio cheio, meio vazio. Está sempre “meio cheio”, quer dizer ela dá de ombros para o pessimismo que nos agoura, tira a paz e solapa a saúde. – “Para mim, tudo está certo, tudo está bom”, diz a dona Emília. Convenhamos, será que devemos desconfiar do que ela diz? Quem chega aos 103 anos e… se descobre escritora não deve estar fazendo tipo. Sim, senhora leitora, dona Emília está lançando o livro “Encontro das Águas”, as águas da vida dela.

Pegando mais essa história, desta feita da gaúcha dona Maria Emília, fico pensando… Deve mesmo ser esse o caminho da saúde, do entusiasmo e da longevidade, o caminho dos desapegos ao que não vale a pena, quase tudo, seguir um roteiro de vida onde pouca coisa faz mal porque tudo é levado pelo bom senso das moderações.  Pelas histórias do meu arquivo temático – seção dos centenários – todos falam parecido e são parecidos, pobres, comem de tudo mas com moderação, não têm apegos inúteis nem ranços existenciais. Tão fácil e tão difícil para os comuns mortais.

VIDA

Várias pesquisas mundiais garantem que se você “economizar” ao dia 3 olhadas de 10 minutos cada uma nas consultas às redes sociais, você poderá com esse tempo ler aproximadamente 30 livros por ano. E quem lê 30 livros por ano está acima de todas as médias mundiais. Agora imagine que cabeça rica a pessoa teria se fizesse essa “economia” diante do tempo perdido nas asneiras do modismo social…

FALTA DIZER

Aviso às navegantes dos corações masculinos: se você, mulher, for uma leitora ávida, se tiver uma cabeça rica perto das outras que andam por aí, em maioria, não diga de suas leituras para os mimimis que conhecer. Eles não gostam de mulheres leitoras e de cabeças ricas, iluminadas. Faça, pelo menos no começo, cara de pateta, vai conquistá-los. Eles fogem das “bruxas” que leem…

 

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