Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Nunca estamos sós

Atualizado

Vamos supor… Você viajou para Tóquio e saiu do hotel para dar umas voltas. Ninguém conhecido por perto, você se solta…  Cuidado. É bom não esquecer que nunca estamos sós, é formidável equívoco pensar assim. Nem vou falar da possibilidade de na hora em que você cuspir no chão, afinal, nenhum conhecido por perto, haver alguém filmando você… Pois não é que havia um conhecido no outro lado da rua… E esse conhecido viu você cuspindo no chão, filmou e vai mostrar as imagens “para o mundo”, o seu mundo.

De outra parte, é bom não esquecer que tudo o que fazemos repercute sobre nosso nome de família, nossos amigos e, em muito, sobre a empresa onde trabalhamos. A sós nunca estamos.

Todas as pessoas que, por uma razão ou outra, se vinculam à nossa pessoa, saberão ou serão envolvidas por nossas ações. E digo isso porque dia destes num programa de televisão um imbecil contava de sua cirurgia de hemorroidas, mostrava fotos de seu traseiro nu e dizia que a coisa ardeu muito no c… Disse claramente a palavra. O sujeito se acha “moderno”, famoso “digital influencer”, sinônimo de abobado conhecedor de coisa nenhuma. É isso o que ele pensa? E a família dele não ficará constrangida com a falta de educação do representante?

Uma outra, pobre diabinha que se insinua como apresentadora, disse numa entrevista que sofre de prisão de ventre, que passa dias sem cag… Horror absoluto. Outra, mais adiante, disse que o ex-marido era insuportável na cama, os puns que ele soltava… E o que dizer da que revelou ter colocado plantas na vag… para deixá-la mais estreitinha? Desapareceu a vergonha? E as famílias dessa gentalha, como reage? Acham graça?

Bom não esquecer que tudo o que fazemos por aí nos vincula à empresa onde trabalhamos. Algo acidental pode passar, mas graves faltas de respeito, comportamentos contraindicados à decência e à boa educação não podem ser tolerados. A empresa será vinculada ao que faz o funcionário estúpido. Algo acidental, já disse, pode passar, mas não costuma ser essa a questão. O que mais há por aí são “desnudamentos” de caráter de gente metida a alguma coisa, quando na verdade são nadas existenciais e burros. Nunca estamos sós…

ÉTICA

Gente irresponsável cava sua própria sepultura profissional. Dia destes, fiquei sabendo da trapaça de um jovem que trabalha com carteira assinada numa empresa e nas horas vagas é motorista de Uber. Esse sujeito “cavou” uma falsa licença-médica, faltou ao trabalho na empresa e passou o dia no Uber. Um safado desses tem que ficar sem trabalho, aliás, tem muita gente que faz isso em “repartições” ou empresas onde trabalham. Relho…

FALTA DIZER

Quando temos dinheiro, preferimos sempre produtos de marcas famosas e consagradas, certo? Por que não fazer isso com nossa marca pessoal no ambiente de trabalho? Fazer de tal sorte que toda vez que falem nosso nome profissional alguém por perto acrescente: – “Um belo profissional, muito competente”! Quem não pode? Os mandriões que só trabalham pelo salário. Ser um “genérico”, nunca…

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