Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Poderes da fé

Atualizado

Se você tiver fé, fé em você mesma/o, poderá obter muito na vida. Os milagres que pensamos acontecer em razão da fé religiosa é um formidável engano, ou a energia que produz o milagre vem de nós ou não virá de nenhum lugar. É só observar os que vivem rezando e não saem dos seus nadas… Aliás, o ditado popular diz que “deus ajuda a quem cedo madruga”. O tal deus ajuda a quem? A quem cedo madruga! E o que significa “metaforicamente” madrugar? Significa trabalhar, crer nos poderes do suor e mandar ver… Trabalhar duro e sabiamente. Daí vão surgir os “milagres”. Fora disso, nada feito. É mais ou menos como apostar na loteria. É preciso comprar o bilhete; o apostador tem que fazer sua parte mínima: comprar o bilhete, o que não significa que comprando o bilhete vai ganhar o prêmio. Mas sem o bilhete, isto é, a fé, o trabalho, sem chances.

Outra coisa que as pessoas que estão vivendo um mau momento precisam entender é que contra as leis da natureza não adianta bater o pé, rezar, fazer promessas, escabelar-se, essas leis são implacáveis, na hora certa elas apitam o botão do “é assim”, e pronto… Não adianta mais lutar, isso tem que ser entendido. Fora das leis naturais, de fato, tudo é possível ao que crê, como sentenciaram povos milenares.

Essa história de que “deus ajuda a quem cedo madruga”, já devidamente entendida, tem que ser o mantra de todos nós diante de nossos sonhos, sem desculpas nem protelações. Se ele ou ela podem ou puderam, eu posso… E mãos à obra. – “Ah, Prates, francamente, com essa tua autoajuda barata, francamente”! Não imagino que você pense assim, o pensar assim escancara a porta para todo tipo de infelicidade no trabalho, em casa, no casamento, nas esquinas da vida. E sem esquecer que felicidade não é a falsa aparência que os outros vivem nos tentando passar, enganam-se a si mesmos e depois também querem nos passar a perna. A felicidade é silenciosa, ela não vive batendo com a língua nos dentes. Não creia em milagres senão os gerados pela sua própria água benta, a da testa. Só essa. O mais é autoengano.

FARSA

O vagabundo comete um crime hediondo e vem um seu defensor e diz que o sujeito tem problemas psiquiátricos. Que fique claro, mesmo sob o mais agudo problema psiquiátrico o criminoso sabia o que estava fazendo, logo, o crime deve ser mais pesadamente punido. A Psicologia garante que o sentido moral não desaparece nos tais problemas psiquiátricos, vão enganar aos trouxas! Cana duríssima para os “psiquiátricos”.

EDUCAÇÃO

Estava no café da manhã num hotel de Blumenau quando entrou no restaurante uma mãe/doidivana com o filho ao lado. O guri não tinha mais que seis anos e trazia um baita fone nos ouvidos, os olhos fixos no celular na palma da mão. Estudava? Estava tão aéreo que deu de cabeça numa cadeira do restaurante. Que falta de educação, mas, pudera, com “aquela” mãe… Credo, prevejo o futuro! De ambos…

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