Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Porta de saída

Atualizado

Se você souber, por favor, me diga. Quero saber onde fica a porta de saída deste mundo insano para um mundo de mais de paz e razão… Só vemos loucuras, não vou dizer que só vejo loucos, alguns falsos sensíveis poderiam se irritar…

Leio obituários todos os dias, leio as colunas sociais, leio páginas policiais (as únicas “verdadeiras” dos jornais…), leio de tudo e acabei de comprar numa feira de livros em Curitiba os – “12 Segredos Simples da Felicidade num Mundo Caótico”. Como se me fosse adiantar…

Ando com os radares ligados, mas sei que andar de radares ligados faz mal à saúde, só vemos insânias. A última me acaba de chegar pelo site UOL. Dizia assim: – “X… se rende a tratamento da moda e faz harmonização facial”. A tal X é apresentadora de televisão, já fez muito sucesso, deve estar com uns 55 anos… Mas será mesmo que ela precisa dessa harmonização facial? Outrora, dir-se-ia que ela fez “plástica”, hoje é harmonização facial. Reconheço que é duro o envelhecimento para as mulheres, e mais ainda quando fazem televisão. Mulheres depois dos 40 anos na televisão só servem para fazer novelas, papel de  “idosas”… É sofrida a vida das mulheres, e no caso dessa apresentadora, noto que ela vive em crises emocionais e é aí que o bicho pega, o bicho mau da vida. De nada nos adiantam as harmonizações faciais se na cabeça os giros em parafuso continuam intensos e sem perspectivas de paz. No mundo estonteado de hoje, a maioria procura “por fora” a paz e a distante felicidade; não vão encontrá-las. Se quisermos “harmonizações” na vida, paremos com a estupidez de procurá-las nos bisturis.   Harmonizações na vida só podem ser achadas no desapego, na valorização dos poucos e significativos valores da vida, valores que todos nós sabemos muito bem quais são, sabemos sim. Por estonteada que seja a pessoa, ela sabe o que é importante na vida, mas… Continua correndo atrás do vento das frivolidades, dos valores coletivos e alheios. Nenhuma “harmonização” facial nos vai trazer a paz se ela não for encontrada por dentro, única possibilidade que temos de sermos um pouco felizes, e ó para os outros…

 

CRUZ

Uma dessas “famosas” que andam por aí, fez uma frase esta semana que me provocou, ela disse que “cada um carrega a cruz que merece”. Essa frase traz uma conotação religiosa, e isso é uma formidável estupidez. A “cruz” que carregamos vem dos nossos equívocos, ações conscientes, fora disso, é a “cruz” dos impossíveis evitar. Nada tem ver com castigo ou destino. É uma “cruz” inerente à vida humana.

 

FALTA DIZER

De tanto falar de felicidade, me lembrei da história de um rei que era muito infeliz e soube que no seu reino havia um homem muito feliz. O rei mandou seus soldados ir até esse homem e trazer dele uma camisa, o rei queria vesti-la e pegar um pouco da felicidade do vassalo. Os soldados voltaram de mãos vazias. O homem mais feliz do reino nem camisa tinha para vestir…

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