Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Qual a saída?

Atualizado

Numa roda de companheiros, entre um cafezinho e outro, ou numa roda de chope, depois do 6º copo, tudo pode ser dito ou ouvido. A língua vai se soltando e as verdades até então escondidas começam a aparecer. Não são exatamente os proverbiais lapsos de língua de que falava Freud, aquelas verdades que seguramos, seguramos, mas que num determinado momento escapam por “descuido”. Na verdade, não houve descuido, houve um empurrão do inconsciente para que a verdade reprimida viesse aos lábios “descuidados”… Foi o que aconteceu esta semana entre mim e alguns amigos?

Foi assim. O assunto girava do futebol à vida alheia. E foi aí que um dos parceiros disse que estava perdendo o “entusiasmo” de olhar para as mulheres, e falou a frase incendiária: – Eu já tenho muito mais passado que futuro…! Modo inteligente de dizer-se velho.

Ter mais passado que futuro qualquer pessoa depois da meia-idade pode dizer que tem… Mas a frase não ficou por aí, os filósofos do café entraram em campo. – “Ah, cara, esquece o passado, vive o teu agora, cria sonhos para amanhã ou depois de amanhã, não fica nessa de sou mais passado que futuro”! Fiquei quieto.

De fato, mais da metade da população já tem mais passado do que terá de futuro, ao menos presumidamente… Sim, mas o que fazemos com o nosso “imenso” passado, se for o caso? Sem outra saída, tomemos esse passado tão-somente como um bom mestre a nos lembrar, não mais que nos lembrar, dos erros que cometemos para não mais repeti-los. Fora disso, sepultemos o passado, ele é uma cova funda, se não dermos de ombros para ele, ele nos vai enterrar mais cedo. Bom não esquecer, o passado é uma tumba… E dito isso, um adendo: cuidemo-nos também do futuro. Ele parece airoso, com acenos de conquistas e vida frouxa e feliz? Mais das vezes, baita equívoco, mas… O que mais assusta ao vivermos no futuro são os medos que ele produz, medos gerados pelas incertezas, pelo pode ser e pelo pode não ser… Não temos saída, ou a saída é não ficar preso no passado, tomá-lo apenas como “professor”, e não viver fora da casinha num futuro incerto. Saída mesmo? Aqui e agora bem vividos.

LIBERDADE

Toda vez que alguém fala em construir presídios – uma necessidade imperiosa – não falta um hipócrita para dizer que precisamos é de escolas, não de cadeias. Tudo bem, presídios e escolas, esquerda ou direita, o camarada vai decidir. Ninguém vai para o presídio por boas ações, boas ou más ações dependem da decisão pessoal, o cara escolhe. Parvos da hipocrisia, precisamos de presídios, sim!

FALTA DIZER

Para os pais comentar com os filhos – O problema do Brasil não é dos sem-terra, dos sem-teto, dos sem-camisa… O problema do Brasil é o dos sem-caráter e sem-vergonha. E esses, os que nos estragam o PIB da moral e dos bons costumes, andam por aí tudo, mais das vezes em boa exibição de posses e deboches. Pegá-los e fazer a justiça dos definitivos… Já.

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