Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Quanto dura o sofrer

Atualizado

Leitora, por quanto tempo você fica abalada quando perde alguma coisa, quando um namoro acaba, quando não passa naquele concurso tão desejado, quando, enfim, leva um severo tropeção da vida? Claro, a pergunta também vale para o leitor.

Faço essa pergunta porque ouvi ontem à noite um professor americano, era uma aula internacional, falando sobre um livro célebre da autoajuda: How to Stop Worrying e and Start Living. Como Parar de se Preocupar e Começar a Viver, livro de Dale Carnegie.

A discussão estava em torno do tempo que devemos dar ao passado, às contusões emocionais que nos tenham ferido. O namorado de quem você muito gostava deixou-a. E aí, por quanto tempo vais sofrer? A discussão girava em torno de um tempo que nós temos que nos dar para parar de sofrer. Muitos alegam que não podemos silenciar o coração, que ele vai sofrer enquanto sofrer. E quanto haverá desse sofrimento valendo como uma espécie de sentimento de culpa? Um sentimento inconsciente para nos punirmos por algo que fizemos ou não fizemos, pouca importa. O que importa é que estamos “vivendo” e sofrendo pelo passado.

A ênfase do professor, comentando o livro do Dale Carnegie, era a de que temos que nos dar um tempo para “sofrer”, não mais. Claro, do lado de fora de um problema é fácil dizer isso…  De outra parte, faz sentido sim olhar à frente e dar um tempo ao mau tempo… Ficar atolado no passado, sofrendo de modo “inútil” é sofrer de modo inútil, enfatizava o mestre, A.J. Hoge.  Sim, mas como é que se sai desse espremedor das emoções? Saindo. Levantando da cadeira dos gemidos, arregaçando simbolicamente as mangas da dor ou do sentimento de culpa e partindo para nova vida, partindo mesmo. Quando fingimos não estar tristes, passado um pequeno tempo, acabamos esquecendo da tristeza e nos surpreendendo com isso. O que ocorre, mais das vezes, é abrigarmos silenciosamente um severo sentimento de “vitimismo” – Ah, pobrezinho de mim! Ou pobrezinha. Vou ficar na área dos namoros. Ele ou ela não nos quis mais… E daí? É tomar um demorado banho, escolher a melhor roupa e sair para o ar fresco… Sem muita demora alguém nos vai cruzar o caminho, pode não ser um novo amor, mas será uma nova janela ensolarada na nossa vida. Lamentar-se e sofrer sem data limite é amar o sofrer, dizia o professor.

CRIME

Quando dirigindo faço um movimento levemente brusco, para a esquerda ou para a direita, cometo a infração da direção-perigosa, posso ser multado. E o que fazem os abobados de bicicleta não é direção perigosa? Levam crianças sem cinto nem proteção de nenhum tipo, e o lacaio/a ainda tem fones nos ouvidos, nenhuma sinalização no “treco”, nenhuma habilitação, andando de noite, na pista dos carros, na contramão, abusos totais. E os “fraldas-úmidas” das leis não dizem nada?

CHUVAS

Ela me contou e pisquei. Uma consultora de mercado me contou que quando uma empresa faz recrutamento de pessoal e nesse dia chove, é bem menor o número de candidatos. A observação foi feita ao longo do tempo. O que dizer dessa cambada que, mais das vezes, depois de contratada faz trabalho como a cara deles? É por isso que a seleção tem que ser com aplicativos militares, rigorosíssimos. Caráter e competência têm que andar de mãos dadas. Mandriões.

FALTA DIZER

Diz um velho ditado que “quem espera, sempre alcança”. Cuidado. Esse ditado tem que ser “editado”. Esperar, no caso, deve ser durante uma intensa preparação. Bem diferente de dar tempo ao tempo. Literalmente, quem espera sempre alcança? Restos. Melhor é agir.

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