Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Sedentarismo mental

Atualizado

Todos os dias ouço alguém falando mal do sedentarismo e aconselhando pessoas a dar um jeito na “barriga”, por exemplo. – “Estás muito barrigudo, fulano, tens que fazer mais exercícios…”. Aquela conversa que bem conhecemos.

Triste ter que dizer que fazer ginástica, mexer o corpo, é indispensável à boa saúde, afinal, somos bichos de movimento, devíamos todos saber disso…

Ontem, ouvindo um médico falar sobre Alzheimer na televisão me ocorreu de falar de um combate a um sedentarismo de que poucos se conscientizam e menos ainda por ele fazem alguma coisa. Falo do sedentarismo mental, pessoas que não investem na mente e não sabem que podem estar encaminhando a vida para uma doença como Alzheimer, incapacitante, paralisante mesmo.

Alzheimer é uma doença que afeta o cérebro, não se sabe de onde vem e não se tem ainda cura para esse mal que vai deteriorando as pessoas aos poucos. Doença que afeta o cérebro, a começar pela memória. No final, a pessoa é totalmente dependente de terceiros, não responde por mais nada de si mesma, nem mental nem fisicamente…

Não é apenas o Alzheimer que queima os fusíveis da mente, outras doenças também o fazem, mas o Alzheimer é mais destruidor.

Fora das heranças familiares, genéticas, não se sabe como a doença começa, mas… Uma cabeça vibrante, que lê, que se nutre de diversos estímulos durante o dia e durante a vida, fica mais resistente, demora mais para eventualmente cair em desgraça…

Ocorre que a maioria das pessoas se “aposenta” cedo para a vida mental. Muitos deixam de trabalhar e a cabeça, que nunca foi bem tratada, vira uma dispensa de cacos velhos… Sem estímulos nem motivações. É o sedentarismo mental, o pior de todos.

Qualquer ação que dê “trabalho” aos neurônios é exercício mental, ótimo para a saúde da mente e do corpo. Nós somos a nossa memória, tudo o que somos está nos arquivos da memória, quando esse arquivo entra em curto- circuito, perdemos a identidade.  As dificuldades físicas têm jeito, as mentais não. Exercitar a mente, nutrir a memória, fazer uso constante dela é remédio para a boa saúde e a longa vida. Uma vida “consciente”. O melhor exercício mental? Livros diversos. Livrarias são farmácias da mente e da vida. Busquemo-las!

PROBLEMA

Todos os dias, ouço um “ingênuo” ou outro querendo resolver problemas de trânsito abrindo ruas ou alargando outras. Perda de tempo. A notícia que chega é de que neste início de ano, comparado ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 16% na frota de novos veículos em Santa Catarina. A solução é brecar a fabricação e criar soluções que não envolvam novas ruas ou alargamentos. Quem será inteligente e corajoso para fazer isso? Não vejo ninguém.

FALTA DIZER

Deu na tevê há pouco. “Esperto” quis se dar bem e comprou um carrão de “barbada” pela Internet. Era uma fria, perdeu dinheiro, o paspalho. Será que ele tem a mesma voracidade para se qualificar no trabalho? Aposto todos os dedinhos que não. “Espertos” merecem entrar em fria. Nada por Internet…

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