Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Somos frustrados

É uma lei da psicologia humana, todavia, ou a maioria não sabe de nada sobre o assunto ou dá de ombros. Os que dão de ombros são os comprometidos com a estupidez de uma vida errada. Do que falo? De frustrações. Todos temos frustrações, todos. O que nos pode fazer alguma diferença é o motivo ou o grau da frustração. E frustração, você sabe, é desejo não realizado. Tudo o que desejamos queremos, queremos no aqui e agora da vida. O problema começa quando “descobrimos”, ou intuímos (intuição é conhecimento sem consciência, sei que sei, mas não sei por que sei), que frustração provoca, sem escapes, uma ação agressiva de nossa parte. E o que significa isso? Significa que minhas frustações me levam a um ato agressivo contra o meio externo ou contra mim mesmo, de vários modos. Explico.

Quando alguém, por exemplo, invade uma escola ou sequestra um ônibus ou joga pedras contra uma vidraça, está buscando um prejuízo inconsciente contra si mesmo, uma punição por suas frustrações. Todos fazemos isso. Quando as ações agressivas da frustração não são jogadas contra o meio externo, são jogadas na vida imediata da pessoa. São, por exemplo, ações que provocam demissão no trabalho ou divórcio no casamento. Ações que levam a pessoa a “pagar” por suas incompetências. Uma das mais danosas punições da pessoa contra ela mesma é o produzir uma das tantas doenças psicossomáticas, criadas pela mente inconsciente da pessoa. Na verdade, quase todas as patologias têm essa origem. Voltamos contra nós as iras pela frustração. Todos fazemos isso, sem exceção, o Papa faz… É humano, porque humana é a psicologia da consciência e da inconsciência. Mais um motivo para darmos atenção ao que muitos pensadores antigos pregavam: viver no aqui e agora e com desapego, tanto quanto possível. Quanto menos desejo, menos me frustro. E isso não significa viver na mendicidade, significa ser inteligente para entender que muito do que pensamos precisar não precisamos. Falando nisso, e para terminar, a maior fonte de frustração coletiva de hoje vem das mentirosas redes sociais, onde todos mentem, frustram-se por saber que mentem, e frustram outros que acreditam nas mentiras. E disso resulta toda sorte de desastres pessoais e danos à saúde. Adianta dizer?

 

ELES

Durante meus anos de narrador de futebol, convivi muito proximamente, nas cabines de transmissão, com “autoridades” de todo tipo. Pessoas educadas até que… O jogo tivesse início. Dependendo de circunstâncias do jogo, os “educados” viravam estúpidos incontroláveis. Vi autoridades de todos os “poderes” transformando-se em animais selvagens. Tudo por uma vitória ou sofrendo por uma derrota de seus times. Que falta de “semancol” aos lacaios.

 

FALTA DIZER

Fico a me imaginar policial… Jamais usaria, por ordem superior ou não, uma câmera de vídeo presa ao uniforme. – Ah, mas é para dar garantias ao policial em suas ações, para não ser acusado do que não fez! Nem a pau, Juvenal! O policial em operação tem que ser “assertivo”, nada de olho na câmera, mas sim na alça de mira. Com bandidos é na “alça”…

 

 

 

 

 

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