Luiz Carlos Prates

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Valeu, Arnold!

Atualizado

Os sábios antigos sabiam que suas verdades seriam contestadas, o que fizeram, então? Inventaram que muitas de suas verdades eram palavras de um deus… E os medrosos humanos, diante da palavra de um deus, recuavam, temiam… Mas tudo nunca passou de espertezas humanas, nunca houve entre nós uma palavra “divina”, um sujeito fora do nosso campo gravitacional chegando com verdades vindas do “céu”. Tudo invenção humana visando ao poder. E foram os humanos que descobriram que na vida não há novidades, o que é já foi; e o que foi será. Tudo vai e volta. Não há novidades. Mas…

Desejamos novidades. Foi o que me aconteceu há pouco. Circulando pelos sites jornalísticos achei esta manchete: – “Arnold Schwarzenegger (o fortão do cinema) dá cinco dicas para você ser incrível”. Fiquei grilado, me interessei, ué! E fui às dicas.

Primeira – “Não dê ouvidos às críticas”! Bem discutível, Arnold! Costumo aconselhar em minhas palestras que diante das críticas devemos avaliá-las. Se fizerem sentido, temos que mudar, é inteligência. Se não houver procedência, fiquemos na nossa. Tapar os ouvidos às críticas de modo incondicional é burrice.

Segunda dica – “Visualize seu objetivo”. Concordo. É olhar para frente, bem focado, e correr atrás do sonho, sonho possível, não bobagens da vaidade inane. E tudo é possível ao que crê, pois não?

Terceira dica do Arnold – “Aceite suas derrotas, mas não desista”. Outra vez, concordo. Os grandes milionários passaram por severos reveses, pesados prejuízos, mas não desistiram. Ninguém entra numa competição para ganhar todas, impossível. O diacho é manter o leme bem direcionado e dar de ombros para uma queda eventual…

Quarta dica – “Só se vive uma vez”. Alguém contesta? E isso quer dizer que perder tempo com tolices é tolice maior, estupidez mesmo. Não se acha de novo o tempo perdido. Temos que jogar sempre o máximo no nosso momento de “agora”. O relógio da vida não anda para trás.

E a quinta dica era – “Tenha sempre fome”. Vale dizer, nunca se aposentar. Aposentadoria, com saúde, é coisa de frouxo. Aposentar-se? Sim, mas para iniciar um novo desafio, pantufas nunca…

Resumindo, Arnold Schwarzenegger não disse nada de novo, eu até ficaria com vergonha no lugar dele. Mas a maioria frouxa precisa ouvir. Então, valeu, Arnold!

Do livro O Homem Que Queria Ser Feliz, muitas histórias sobre paciente de câncer submetidos a tratamentos bem diferentes uns dos outros, isso nos EUA. Todos os que se curaram estavam absolutamente convencidos de que seus tratamentos iriam curá-los. Quer dizer, sem a certeza da fé ninguém se cura nem cura a quem quer que seja. Nenhum remédio funciona sem a fé do paciente. Os placebos que o digam…

FALTA DIZER

Laboratórios americanos descobriram que os comprimidos brancos funcionam melhor para tratar a dor. Os azuis são ótimos contra a insônia. Laranjas e amarelos são muito bem aceitos para a depressão. A cor dos comprimidos faz as pessoas acreditar nos medicamentos. E quem inventou isso foram elas mesmas, as pessoas doentes. De onde o povinho tirou essas crenças pela cor? Crenças matam ou “curam”…

 

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