Joinvilense considerada a maior estelionatária do Brasil é presa no Nordeste

Considerada a maior estelionatária do país, a joinvilense Adriana Maria de Oliveira Furtado, 51 anos, foi presa em flagrante na semana passada em Natal (RN) quando abastecia seu carro. Sua ficha criminal inclui 51 processos de estelionato, entre eles constam como vítimas uma desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia e uma Ministra do Superior Tribunal de Justiça, cujo nome não foi revelado. Ainda segundo a Delegacia Especializada da capital do Rio Grande do Norte, ela já deu um prejuízo superior a R$ 1 milhão em uma agência bancária de São Paulo e confessou que comprou uma casa em Joinville por R$ 3 milhões à vista.

Primeiro golpe

Em depoimento ao delegado Marcuse de Oliveira Cabral, Adriana revelou que cometeu seu primeiro estelionato aos 18 anos em Joinville. Como não tinha dinheiro para comprar seu vestido de noiva, ela falsificou a assinatura da irmã no talão de cheque. “Ela nunca mais parou”, disse o delegado à imprensa de Natal. A vítima preferida eram as agências bancárias. A imprensa paulista registra que, em julho de 2008, ela causou um prejuízo de R$ 400 mil em uma agência da Vila Mariana. Em outra agência o prejuízo seria superior a R$ 1 milhão.

Prisão em flagrante

A Divisão Especializada de Combate Ao Crime Organizado (Deicor) da Polícia Civil do Rio Grande do Norte foi avisada pelos serviços de inteligência de outros estados que a “maior estelionatária do Brasil” estaria em Natal. Ela foi presa em flagrante em um posto de gasolina ao lado de um homem que  disse ser seu marido. Adriana estava com quase 50 cartões de diversos tipos, dentre eles, cartões de crédito/débito de agências bancárias, cartões de lojas de departamentos, cartões de planos de saúde (um deles de Joinville), cartões de seguradoras, 63 comprovantes de depósito, talões de cheques, 18 envelopes para depósito em agências bancárias todos em nome de terceiros, documentação para abertura de conta-corrente. Os policiais civis também apreenderam o veículo Toyota Corolla Etios, cor prata, placas de Joinville, além de dois aparelhos celulares. Ainda segundo a polícia, ela utilizava seis CPFs.

Modus operandi

O delegado Marcusi de Oliveira Cabral revelou à imprensa que Adriana “agia de modo peculiar, sem apresentar nenhum documento de identidade, procurava um gerente ou funcionário que parecesse mais simpático e, na conversa, o convencia que era cliente e que teria ido até aquela instituição pegar cartões e cheques”. Em Joinville há um registro de uma funcionária de uma agência que foi engana pelo mesmo método há mais de 10 anos.

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