Marcos Cardoso

A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.

Notas: xixi e lixo nas ruas, dois tormentos que Florianópolis não consegue vencer

Toda vez que se discute sobre o mau comportamento das pessoas, tenta-se justificar as atitudes por um motivo, muitos deles furados, e atribuir uma culpa a alguém, para aliviar o peso da própria consciência. Na sexta-feira (14), como era previsível, as ruas da região da praça 15 de Novembro se tornaram latrina para os foliões do Berbigão do Boca. A garagem do Banco do Brasil virou um banheirão. Homens e mulheres nem aí para quem passava. Óbvio, vão alegar que não há onde fazer. Que fossem ao menos para um lugar mais afastado e discreto, com grama ou areia, de preferência.

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Ninguém conseguiu convencer a Prefeitura até hoje de que Florianópolis carece muito de banheiros públicos, se possível, abertos 24 horas. Na cidade com grande fluxo de pessoas, especialmente no verão, o que salva são casas e centros comerciais, aeroporto, rodoviária e terminais de ônibus. Nos eventos pré-Carnaval, já se viu o que virá por aí, mesmo com a instalação de banheiros químicos – foram anunciados 300 para este ano, o que custo crer serem suficientes para as dezenas de milhares de pessoas esperadas. Nas praias, o pessoal mais apertado corre para o mar.

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Já na madruga de domingo (16), era impressionante a quantidade de lixo espalhada na avenida Hercílio Luz e na rua Victor Meirelles pelos frequentadores dos bares dos arredores. O mais irônico é que a moçada que costuma ir ali é de uma geração bem informada, presumidamente consciente quanto à pauta ecológica e defensora da sustentabilidade. Só parece.

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Sobre a festa de Carnaval, sábado (15), na cabeceira insular da ponte Hercílio Luz, que rendeu 1,5 tonelada de lixo, o ND contou aqui. Desolador.

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