Marcos Cardoso

A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.

Você sabe administrar o seu ódio?

Esbravejar a raiva publicamente, por causas tão fúteis às vezes, já é coisa banal. Nas redes sociais, nas conversas de esquina, no boteco, ao telefone, em qualquer lugar existe alguém descarregando a bílis.

Será que não passa pelas cabeças das gentes que este sentimento natural nos animais precisa ser equilibrado como os outros para garantir a própria sobrevivência?

Se é preciso conter a fúria, pensar com frieza e usar a razão/instinto para salvar a própria pele nas mais diferentes situações, por que não adotar a postura como prática diária? Isto se chama civilidade.

Aí vem a pergunta: você sabe administrar o seu ódio?

Por incrível que pareça, o ser humano chegou ao ponto de criar um curso para gerenciar a raiva, como este que a especialista Patrícia Santos ministrará no dia 11 de setembro no hotel Majestic.

A questão antigamente era resolvida com um suquinho de maracujá, uma conversa amiga, um banho frio ou uma visita ao consultório do psicólogo.

O problema de hoje é que sentir ódio virou motivo de orgulho e há quem viva dele. Se as pessoas forem honestas consigo mesmas, aposto que a sala estará cheia.

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Um exemplo real

Depois de tantas cenas vergonhosas de violência entre motoristas de táxi e de aplicativo, do xingamento ao esbofeteio, eles estão se tornando miguxos.

Matéria publicada dias atrás no ND dá conta que o transporte clandestino de passageiros em Florianópolis fez as categorias se aproximarem, preocupadas com a ação dos “pescadores”.

Para ver como é: quando a questão é dinheiro, encontram solução e a coexistência pacífica. A estratégia da paz. Não poderia ter sido sempre assim?

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