O motivo das alterações no trânsito

Não está apenas na necessidade de melhoramento do trânsito em Joinville a razão pela recente implantação do anel viário do Iririú, nem as modificações na zona Norte, na avenida Santos Dumont e imediações. Não se trata também de um erro de cálculo ou de pouco jeito com o que se refere ao marketing da Prefeitura as alterações promovidas de forma sequencial e igualmente desgastantes para o prefeito Udo Döhler. Há, na verdade, o interesse de se alterar o trânsito com a implantação de anéis viários e avenidas voltadas à funcionalidade urbana, em função da discussão que vai se desenrolar a partir de agora, com a LOT.
 
Tendência
O que ocorreu em Curitiba, por exemplo, vai se repetir aqui também. Novidade é que, em Joinville, espera-se que a LOT permita liberdade de construção numa faixa de cem metros de cada lado dessas vias e não apenas nas próprias ruas (eixos perimetrais). Sem a implantação do anel viário ou de binários e dos eixos viários da zona Norte, as vias poderiam não ser consideradas como sendo dessas áreas de abrangência. O mercado imobiliário já analisa o novo quadro. Se, no momento, imóveis nestes locais traumáticos se desvalorizam em decorrência do trânsito, devem se supervalorizar no médio e longo prazo.
 

Carlos Junior/ND

Mobilidade. Trânsito na rua Senador Rodrigo Lobo. Alterações que estão sendo feitas têm foco na funcionalidade urbana

Recorde
A bolsa de apostas dos prováveis eleitos no pleito proporcional deste ano corre solta em meio aos bastidores do Festival de Dança de Joinville, junto aos camarotes do Centreventos. A mais comum das previsões dá conta de que o maior colégio eleitoral do Estado não conseguirá eleger sete parlamentares para a Assembleia Legislativa, como é o sonho de muita gente em Joinville – seja ligada aos partidos políticos e seus candidatos, seja da classe empresarial e a campanha pelo voto em gente daqui, seja o público em geral. Mesmo assim, o número mais citado é um recorde para nossos padrões eleitorais. Em um cenário mais provável, seriam cinco os vitoriosos. Curiosidade é que poderíamos eleger cinco nomes de cinco partidos distintos.
 

Carlos Junior/Arquivo/ND

O que falta
O 32º Festival de Dança termina com sobra de elogios pela qualificação do evento como um todo. Mas, seguindo a máxima de que sempre é possível melhorar, é preciso que, o que o entorno do festival seja mais bem cuidado para o bem de todos, especialmente de Joinville. É o caso da melhor iluminação do estacionamento atrás do Centreventos, onde o piso não é nivelado. O wi-fi solicitado há tempos para o local, como forma de propagar a cidade mais rapidamente, além de uma Feira da Sapatilha melhor acabada… são itens a serem incluídos na lista de melhorias.

EM ALTA
José Eli Francisco. Decano do rádio joinvilense e catarinense, ele agora se dedica ao comando do sindicato da categoria. Com sede própria, o sindicato disponibiliza recreativa para o associado que quiser promover encontros, festas e até feijoadas comemorativas ou beneficentes, sem quaisquer custos.

EM BAIXA
Segurança. Gracejando em Joinville e região, cada vez de forma mais intensa, a insegurança pública fez com que a sociedade fosse obrigada a engolir o novo prazo para se conseguir bloquear celular no presídio: setembro. Já a BR-280, no trecho 1 (do Porto de São Francisco à BR-101) ficou pra 2015.

Agenda
Lançamento do Teatro CNEC, junto à Faculdade Cenecista de Joinville, foi dos atos culturais mais aplaudidos do Estado nos últimos tempos. Com show de Bibi Ferreira na inauguração, a casa é de uma beleza e uma qualidade sem igual. O que se deseja, a partir de agora, é que a mesma não caia na frustração do Centreventos, que não serviu para agilizar a agenda de espetáculos culturais. Hoje, ao invés de grandes eventos, local é recheado de formaturas e celebrações dos mais diferentes ritos religiosos, além de alguma programação esportiva. Não fosse o Festival de Dança, o Centreventos nada teria a ver com a cena cultura local. Professor Félix Negherbon garante agenda interessante e ininterrupta.
 

 
DIRETAS

– Segue até este domingo o festival gastronômico da Babitonga. A quarta edição do São Chico em Sabores ocorre no Centro Histórico e reúne bares e restaurantes da ilha, com as delícias dos frutos do mar e comida típica açoreana.

– Será na Liga de Sociedades, no sábado (16), o baile dos 55 anos da Rádio Cultura de Joinville. Jovem Guarda é o tema da produção de Arnaldo Fortuna, que trará Waldireni e a banda Oscaravelho, com DJ Ricardinho.

– Recomeçam, nesta segunda, as sessões ordinárias da Câmara (leia mais na página 23). Como quase metade da casa é formada por candidatos a deputado, todas as atenções voltadas para a produção e frequência da Câmara até o término das eleições.

– Marquês de Olinda e Otto Boehm estão se tornando ponto de gastronomia qualificada em Joinville. Um novo café, no estilo bistrô, e um novo restaurante italiano vêm pontuar a área próxima à junção das duas vias.

– Com ampla maioria de votos na eleição, foi reempossado a frente do Sinditherme (que tem quase 15 mil pessoas), Rolf Decker. Prestigiada posse ocorreu quinta (31), no Restaurante Glória.
 

Despertando
Com a presença na cidade do ministro do Turismo, Vinícius Lages, o presidente da Promotur, Raulino Esbiteskoski, ao lado do trade, prepara uma série de reivindicações. Particularmente, entende que é mais interessante focar em determinados pontos ao invés de engordar uma lista de pedidos. Também antecipa que a Festa das Flores, que chega a sua 76ª edição este ano, de 11 a 16 de novembro, com o tema “Agricultura Familiar”. Casa bem com o programa “Viva Ciranda”, menina dos olhos de Esbiteskoski, que vai levar 5.000 alunos para valorização do turismo rural: “É o turismo com educação ambiental”.

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