Pão & Vinho

Conheça os tipos de vinho, as características de cada um, as maneiras de harmonizar a bebida com as mais variadas refeições.

A produção de vinhos finos de altitude em São Joaquim completa 20 anos

A Quinta da Neve está comemorando 20 anos de existência. A empresa foi a primeira a plantar comercialmente uvas viníferas em São Joaquim. Foi pioneira na vitinicultura da região e uma das primeiras a produzir vinhos nas altitudes. Para comemorar, a empresa vai abrir algumas garrafas do seu Pinot Noir 2005, um vinho emblemático para os produtores.

A Quinta da Neve foi a primeira a vinificar a Pinot Noir na região de São Joaquim. A uva é difícil e algumas safras sofrem com as geadas tardias, que comprometem a brotação. Não é todo ano que se tem Pinot na Quinta da Neve. Nas safras vitoriosas, o resultado é um vinho com boa complexidade, estrutura e tipicidade.

A história

Três sócios adquiriram a propriedade da Quinta da Neve na região da Lomba Seca, no final de 2019. A sociedade inicial incluíu o jornalista Acari Amorim, o empresário Nelson Essenburg e o economista Francisco de Assis Brito. Depois, Robson Abdalla se incorporou ao grupo. Hoje a sociedade mudou. Acari e Robson continuam, ao lado dos empresários Adolar e Edson Hermann, proprietários da importadora Decanter.

Os vinhedos da Quinta da Neve começaram a ser plantados em 2000. Foram 3 hectares iniciais, de Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir. Além de uma pequena parcela experimental, com dezesseis variedades, entre elas a Tempranillo, Syrah, Sangiovese e Montepulciano. Hoje são 20 hectares, também com as castas Sauvignon Blanc, Merlot, Touriga Nacional, Sangiovese e Montepulciano, estas duas últimas, muito bem adaptadas à região.

Na noite de 30 de outubro de 2003, por volta das 20 horas, na sede da estação experimental da Epagri de São Joaquim, foram abertas para um pequeno grupo de empresários e jornalistas as primeiras garrafas elaboradas pela Quinta. Vinhos de Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Syrah e Tempranillo, vinificados experimentalmente pela Epagri e pela Embrapa de Bento Gonçalves, no Rio Grande Sul. Eles surpreenderam. Também foram degustados, no evento, os primeiros vinhos elaborados com uvas da vinícola Suzin. Hoje, a Quinta da Neve tem nove rótulos no mercado.

Naquela noite de 30 de outubro, enquanto Florianópolis vivia um apagão histórico, os vinhedos e vinhos elaborados nas altitudes de São Joaquim estavam iluminados.

Provei a última safra do Pinot Noir da Quinta da Neve. Veja as notas de prova:

Quinta da Neve Pinot Noir 2014 – São Joaquim – SC

O Pinot Noir 2014 – Foto: Divulgação

100% Pinot Noir. Passagem de seis meses por barricas de carvalho. Cor rubi clara, típica. Aromas de frutas frescas, framboesas, amoras, sutis notas de especiarias, toques terrosos. Boca fresca e frutada, taninos finos. Combina com queijos de média estrutura, fiambres, massas com molho de tomate, carnes grelhadas e caças de pena (Decanter).

Um vinho do Douro

A Quinta da Romaneira é uma das maiores e mais importantes vinícolas da região portuguesa do Douro. Fala-se no cultivo de vinhas na propriedade desde o século XVII. Os vinhos do Porto, principalmente os Portos Vintages elaborados na propriedade, são famosos. A empresa investe, desde 2004, na produção de Douros DOCs. E busca a qualidade. Provei o Sino da Romaneira 2013, um vinho com excelente relação preço x qualidade. Veja as notas de prova.

Sino da Romaneira 2013 – Quinta da Romaneira – Douro DOC – Potugal

Sino da Romaneira 2013 – Foto: Divulgação

Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão. Passagem de 14 meses por barricas de carvalho. Aromas elegantes de frutas negras, notas de especiarias doces e picantes, toque floral. Boca fresca, frutada e macia, taninos finos, redondo (PortusCale).

O clássico Negroni

A cor é um dos atrativos do Negroni – Foto: João Lombardo

O Negroni é um drinque clássico listado pela International Bartenders Association (IBA). Ele derivou de outro clássico, o Americano, elaborado com bitter, vermute e água gasosa.

No ano de 1919, em Florença, o conde italiano Camilo Negroni pediu ao barman do então Caffé Casoni, Fosco Scarselli, que adicionasse Gin ao Americano, no lugar da água gasosa. Nascia ali o famoso e Negroni, um drinque reproduzido e apreciado em todo mundo. Veja como fazer:

Coloque uma fatia ou casca de laranja num copo.

Adicione partes iguais (cerca de 30 ml) de Vermute, Campari e Gin.

Coloque uma pedra de gelo grande ou algumas menores.

Mexa levemente e sirva.

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