Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.

Não existe meio termo

Atualizado

Ou ama, ou odeia. É esse o sentimento quando se trata do presidente Bolsonaro. Foi só eu publicar uma foto nas redes sociais, num clima amistoso e descontraído, depois de uma entrevista exclusiva que concedeu ao Grupo RIC, para acompanhar o desfile de comentários agressivos e ácidos de um lado e elogiosos e carinhosos do outro. Impressionante, não tem meio termo. E é desta forma que ele transita pelo cotidiano da política. Sendo autêntico do jeito dele. A entrevista foi conquistada em 48 horas. Solicitamos e fomos atendidos pelo Serviço de Comunicação da Presidência da República. Aqui eu estou esperando há mais de 30 dias a possibilidade de entrevistar o iminente governador Moises. Dá para perceber a diferença e inclusive o tratamento distanciado e pouco amistoso entre o presidente e o governador. Foi assim na cerimônia da Policia Rodoviária Federal. Era visível, embora o presidente deixe claro que atende a todos ” os filhos e filhas” de forma igualitária, mas citou parlamentares, no momento da entrevista o senador Jorginho Mello, como interlocutores do Estado. Não fala no comandante. Também pudera, Bolsonaro queria Esperidião Amin na disputa ao governo. Amin apresentou Gelson Merisio, que passou a ter a simpatia de Bolsonaro, que pretendia colocar o PSL de vice na chapa. Nunca Moises foi o candidato de Bolsonaro e nem Esmeraldino, que tentou recursos no PSD para disputar o Senado numa espécie de candidatura avulsa. Isso comprova ainda mais que foram beneficiados pela “onda 17”. Tanto que no avião presidencial que chegou sexta a Florianópolis uma das convidadas era a deputada Caroline de Toni, evidenciada pelo Presidente e estava na lista de expulsão do governador Moises, aquele que tinha também os deputados Jesse Lopes e Carolina Campagnolo.

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