Paulo Alceu

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Será que vão pedir a expulsão do governador Moíses?

Atualizado

No universo da política o que marcou a semana foi o pedido de expulsão de dois deputados do PSL, Ana Campagnolo e Jessé Lopes. O pedido partiu do governador Moíses indignado com o tratamento que vinha recebendo dos parlamentares nas redes sociais. Seguiu , digamos, o mesmo modelo que culminou com a expulsão do deputado Alexandre Frota, que atacou o presidente Bolsonaro, e foi imediatamente convidado a se retirar da sigla. O argumento está no âmbito da depuração, mantendo o PSL menos contaminado possível. Esse é o modelo que vem sendo adotado pelas lideranças partidárias conscientes de que a “onda” bolsonaro acabou elegendo também ano passado figuras que na verdade estão demonstrando distancia com os ideais e ações do presidente. Quem estiver na contramão poderá sofrer as mesmas consequências de Frota. Só que por aqui de repente o governador deu um passo para trás, como vem fazendo constantemente. Auxiliares mais próximos garantem que ele não pediu a expulsão, mas demonstrou desconforto com as reações dos deputados que contrariaram sua posição quanto aos incentivos ao agrotóxico, que ele acabou recuando e até o final do ano isenção total. Desgaste desnecessário, acabou sendo bombardeado pelo setor produtivo. Por sinal o governador consegue produzir desgastes com certa facilidade, inclusive, atingindo os Poderes e agora mirando em parlamentares do próprio partido. Mas se a questão é analisar o comportamento dos deputados contrários a suas convicções pessoais não seria o caso do governador também prestar explicações ao conselho de ética do PSL? Pois é, ele em várias ocasiões demonstrou contrariedade com o presidente Bolsonaro. motivo da expulsão de Frota. Chegou a ser comentado numa reunião do PT, que caso Décio Lima fosse eleito, o partido, em relação aos agrotóxicos, não seria tão contundente quanto Moíses. O governador exige que os deputados contrários a ele sejam punidos. Os mesmos deputados que estão sintonizados com o presidente Bolsonaro, que Moises não está. Já demonstrou isso. Não seria o caso do governador também ser questionado pelo partido?

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