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Um vereador nada exemplar

A Câmara Municipal de Florianópolis realiza hoje sessão extraordinária para decidir o futuro do vereador Maikon Costa (PSDB), cuja atuação dentro e fora do Legislativo tem sido marcada por polêmicas que denigrem a imagem dos vereadores e da própria Casa perante a opinião pública.

Desde que assumiu o mandato, eleito com pouco mais de 1.000 votos, sua atuação deixa a desejar. Tem usado seu espaço no microfone para divulgar “teorias de conspiração” e ameaçar colegas que contrariam seus posicionamentos, nem sempre republicanos.

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Quando ajudou a aprovar o auxílio-alimentação para os vereadores, tão logo percebeu que receberia críticas, tentou mudar “na marra” seu voto na ata da reunião, agredindo verbalmente servidoras públicas da Câmara. Ontem, servidores fizeram uma assembleia pedindo que os vereadores cassem o mandato de Maikon.

Dentro do Legislativo, o vereador é “persona non grata”. Ele já foi acusado de promover uma “rachadinha”e denunciado por um antigo amigo e ex-funcionário de gabinete. A denúncia não prosperou porque seus colegas vereadores, de forma corporativa, resolveram “aliviar” o peso da acusação arquivando o processo.

Maikon Costa tem uma postura arrogante e agressiva dentro da Câmara e já se envolveu em dezenas de discussões que, por pouco, não chegaram à agressão física. Tem se destacado pela polêmica e não por um trabalho sério no legislativo, tornando-se a cada dia mais radical.

Em entrevista a um radialista, considerou que a Câmara de Vereadores seria um “prostíbulo” onde as pessoas “se vendem”. Foi a gota d’água para responder ao terceiro processo por quebra de decoro. Desta vez, a comissão processante votou pela cassação do mandato de Maikon. A decisão final será tomada hoje. Os vereadores devem refletir muito neste momento, uma vez que a sociedade espera muita firmeza de seus representantes.

Fora do Legislativo, a conduta de Maikon Costa não é nada exemplar. Coleciona ocorrências policiais como agressor de mulheres, ex-namoradas, e de um adolescente menor de idade. Com vários registros por lesão corporal e violência doméstica, além de ameaça contra criança. Seu comportamento em nada enobrece a Câmara. Seu dossiê criminal circula entre seus desafetos, que são muitos.

Recentemente, acompanhado do vilão Coringa, seu próprio pai fantasiado, gravou vídeos para culpar a imprensa por não acatar suas denúncias que não passam de “fake news”. Tenta emplacar um famoso psicopata da ficção no papel de herói. Este é o perfil de Maikon Costa, um vereador que colecionou ações equivocadas para provar que não merece ocupar uma cadeira na Câmara Municipal.

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