Tartarugas marinhas: saiba como proteger esses animais durante a temporada de verão

Nas férias de verão, principalmente em janeiro, as praias brasileiras ficam lotadas. E é exatamente nesse período que as tartarugas marinhas estão em plena reprodução. Por isso, é importante que as pessoas tomem cuidados para evitar impactos às condições naturais das áreas de desova. Pensando nessa situação, o Tamar (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas), do  ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), reforça nesse período as suas ações de proteção no litoral e alerta as pessoas para terem todo o cuidado com os animais.

Projeto Tamar - Daniel Queiroz/ND
Projeto Tamar alerta para os cuidados com as tartarugas – Daniel Queiroz/ND

O trânsito de veículos nas praias de desova, incluindo carros, caminhonetes e quadriciclos, destacam os gestores do Tamar, além de ser uma ameaça aos banhistas, pode compactar os ninhos das tartarugas, atropelar os filhotes e ainda afugentar as fêmeas durante a desova. Além disso, esse tipo de prática (veículos motorizados na praia) é ilegal, conforme estabelece a portaria n° 10, de 30 de janeiro de 1995, editada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Poluição da água

A poluição da água por elementos orgânicos e inorgânicos, como lixo e esgoto – outra ameaça às tartarugas marinhas – cresce no verão com a maior presença das pessoas nas praias. Esse tipo de poluição interfere na alimentação e locomoção e prejudica o ciclo de vida das tartarugas marinhas. É uma das principais ameaças, pois degrada o ambiente marinho como um todo.

A ingestão de plástico e outros resíduos está relacionada aos hábitos alimentares das tartarugas marinhas. As espécies que não perseguem suas presas, como a tartaruga-verde (Chelonia mydas), estão mais sujeitas ao problema. A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), que se alimenta principalmente de águas-vivas, também é um alvo fácil porque se confude com os plásticos transparentes deixados na praia e que acabaram arrastados para o mar. Restos de redes e linhas de pesca abandonados no mar também são perigosos, pois permanecem no ambiente, matam indiscriminadamente e desnecessariamente não só as tartarugas marinhas como outros animais.

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