Encontro nacional de capoeira é realizado, em Palhoça

Roda serviu para defender as heranças Afros em alusão à semana da Consciência Negra

O som de atabaques e berimbaus ditou ritmo da grande roda na Enseada de Brito onde mais de 400 pessoas se reuniram no ginásio da Escola José Maria Cardoso da Veiga. O 11º Encontro Nacional de Capoeira de Palhoça atraiu capoeiristas de estados como; Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os mais experientes exibiram suas habilidades enquanto os mais jovens se arriscavam no esporte trazido ao Brasil pelos escravos africanos.

Mestre Senzala, que os documentos identificam como Djair José Rodrigues, 39, foi o organizador do evento. “Quando comecei, há mais de 18 anos, havia muita discriminação. Ao longo do tempo a capoeira ganhou adeptos e muito respeito”, diz sobre a atividade esportiva que o levou para países como França, Colômbia e Argentina, onde ensinou a ginga herdada dos descendentes da África. “As pessoas precisam lembrar das coisas que os negros fizeram pelo Brasil e pelas heranças que nos deixaram”, ressaltou, enumerando a religião, a culinária e a capoeira.

Há três anos o corretor de imóveis Marcelo Rodrigues, 36, foi em busca de uma atividade física. Foi nas rodas que ele encontrou o que chama de mistura perfeita. “Está é a única arte marcial que é acompanhada de música. O contato físico não é regra. Ele pode existir ou não em um jogo”, descreveu. Rodrigues lembra que a interação da roda une pessoas de diversas idades e raças. “Não há preconceito. E o melhor de tudo essa é uma arte genuinamente brasileira”, completou.

Meninada responde na palma da mão ao ritmo dos tamborins e caxixes

O brilho nos olhos de Mateus Oliveira, 12, tinha uma explicação. Participar de um evento repleto de grandes atletas era uma das metas de “Arrepiado”, apelido que recebeu no grupo onde treina no bairro Barra do Aririú, em Palhoça.  “Hoje é meu batizado. Tem muita gente aqui. Acho lindo o som forte das palmas”, observou sem tirar a atenção de quem gingava e saltava ao centro.  A pequena Camile Rodrigues, 7, treina há dois. A moradora de São José conta que a capoeira foi o esporte que mais gostou de praticar até o momento.  “Eu jogo e danço ao mesmo tempo. Por isso acho tão legal”, afirmou.

 

 

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