Projeto ensina capoeira para adolescentes com deficiência em Joinville

Prática esportiva tem contribuído para o desenvolvimento de 40 jovens da Apiscae

Jogo, luta, dança ou esporte. A capoeira recebe diversas denominações, mas para os 40 adolescentes da Apiscae (Associação para Integração Social de Crianças a Adultos Especiais), que participam da atividade, ela tem sido apenas “especial.” Há oito meses, a associação oferece aos seus integrantes, uma dinâmica diferente.

Divulgação/ND

Capoeira tem ajudado na parte motora e mental dos alunos

O projeto “Benguela” visa o desenvolvimento motor e cognitivo de seus frequentadores por meio da prática da capoeira. Assim como os programas de reabilitação, capacitação e inclusão profissional, que já são ofertados na unidade. Os adolescentes recebem aulas de capoeira quatro vezes na semana e segundo a coordenadora da Apiscae, Sandra Maria Pedrelli, já são visíveis as transformações pelas quais eles estão passando. “A capoeira é um esporte completo. Eles desenvolveram muito a parte motora e também a social”, afirma.

De acordo com a coordenadora, além dos benefícios corporais, a capoeira também os ajuda no reconhecimento deste exercício, como uma atividade de expressão cultural brasileira. “É um benefício pra eles, além da atração por uma atividade folclórica”, destaca.

O projeto vem se mantendo durante este tempo, com recursos do FIA (Fundo da Infância e Adolescência de Joinville), que liberou R$ 17 mil. O CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) é quem fiscaliza e faz visitas periódicas na unidade para acompanhar esta atividade.

O FIA mantém os projetos por um determinado tempo. O presidente do CMDCA, Robson Duvoisin, explica que os recursos servem para que o projeto seja implantado como uma incubadora. Depois um determinado período, o projeto deve procurar outros parceiros para que, segundo ele, se mantenha o conceito de sustentabilidade. “A entidade tem que se manter após o término do recurso, isso já deve vir especificado no projeto”, explica.

E é isso que a coordenação da Apiscae está trabalhando agora. Na busca por parceiros que queiram apoiar o projeto. “Nós não temos como manter sozinhos, precisamos cuidar da manutenção do projeto”, aponta Sandra. A coordenadora se refere a compra de abadás e também transporte, por que o grupo faz apresentações para a comunidade fora da associação.

Apiscae

A Apiscae é uma sociedade civil de duração ilimitada e sem fins lucrativos, fundada em 1998. Ela atua na promoção de medidas que visem assegurar o bem-estar do adolescente e jovem que apresentam situações diferenciadas de aprendizagem. Atualmente, a associação atende  65 famílias, sendo que 28 pessoas com deficiência estão no mercado de trabalho, 20 inseridas no ensino regular e 30 em processo de capacitação para o mercado de trabalho. As empresas e entidades que estiverem dispostas a ajudar a Apiscae neste ou em outros projetos, podem entrar e contato pelo telefone 47/3422-9525.

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