Blocos e escolas de samba se esmeram e fazem uma grande festa de Carnaval em Joinville

Mesmo sem recursos públicos, agremiações levaram alegria e mostraram força na avenida

Uma festa de superação, força, garra e união. Assim foi o Carnaval de Joinville neste ano, uma folia de uma noite só, com desfile realizado só no sábado. Mesmo sem recursos públicos – apenas o governo do Estado garantiu R$ 100 mil na semana passada, que deve ser distribuído entre as agremiações e pagar despesa de som e estrutura – levaram para a avenida magia e samba no pé.

O sol ainda iluminava a cidade quando a realeza do Carnaval, formada pelo Rei Momo Andrei Michel de Oliveira, da Fusão do Samba; a rainha, Bruna Maria Cestrem, 18, da Príncipes do Samba, e princesas do ano passado, já que neste ano não houve concurso, abriu alas para a alegria. Por volta das 18h30 de sábado, a diversão começava com promessa de virar a noite. E a promessa foi cumprida. Depois dos oito blocos – Grefaloucos, Borandá, Arca de Noé, Destak do Samba, União do Samba, Manda Brasa, Império Joinvilense e Carnaville – agitarem o público que aos poucos lotava a passarela do samba, foi a vez das seis escolas – a vice-campeã de 2014 e campeã do ano passado, a Escola de Samba Unidos pela Diversidade, optou por não desfilar este ano – entrarem em ação. 

Acadêmicos do Serrinha, Unidos do Caldeirão, Príncipes do Samba, Dragões do Samba, Fusão do Samba e União Tricolor levantaram as cerca de 15 mil pessoas que acompanharam os desfiles. Delas, cinco escolas utilizaram sambas-enredo conhecidos do público e utilizados em anos anteriores.

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Comissão de frente em caprichada performance da Dragões do Samba, campeã de 2014, e a única escola que inovou no samba-enredo neste ano de desfile não competitivo

Apenas a Dragões do Samba foi para a avenida com novidade. Com o tema “Ó Pátria Amada Brasil”, a escola incendiou o público já na abertura do desfile, com uma comissão de frente que impressionou pelos detalhes do figurino e pela interpretação. Para o presidente da Escola, Evandro Censi, assim que a disputa acabou no ano passado, o Carnaval 2016 já estava valendo e o trabalho foi intenso para levar para a avenida o melhor da Dragões. Ainda segundo ele, o repasse público – que não ocorreu neste ano – não é predominante na escola, apesar de auxiliar nos gastos. “Este foi um Carnaval comunitário, possível com a ajuda de todos os integrantes. Pra mim, o desfile foi nota dez e que venha 2017”, ressaltou.

O espírito de união prevaleceu em todos os blocos e escolas e, para a porta-bandeira do bloco Império Joinvilense, Amanda Ferreira, a cidade precisa do Carnaval de rua. “Esse Carnaval mostrou que tem força e força para voltar ainda maior e mais competitivo”, avaliou.

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Rafael e Amanda, do bloco Império Joinvilense, fazem bonito na avenida: sonho de virar escola e enfrentar um desfile competitivo

Do mundo infantil à paixão pelo JEC, só brilho, samba e alegria na avenida

Cinco escolas levaram desfilaram sambas já conhecidos do público. Para abrir o desfile, a Acadêmicos do Serrinha apostou na beleza das flores e reaproveitou fantasias de carnavais passados. Com pouco mais de cem componentes, a escola agitou os joinvilenses.

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Acadêmicos do Serrinha foi a primeira escola a entrar na avenida, por volta das 22h30 de sábado
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Destaque do Acadêmicos do Serrinha faz bonito na avenida

Em seguida, a magia do universo infantil levantou o público. Com o mesmo tema de 2015, a Unidos do Caldeirão apostou na magia das crianças e das brincadeiras. Com malabaristas, cuspidores de fogo e tudo que rodeia a infância, a escola arrancou aplausos e fez o público cantar e dançar junto com seus componentes.

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Artista circense em cima de pernas de pau e cuspindo fogo na avenida foi a grande atração do Unidos do Caldeirão
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Carro alegórico do Unidos do Caldeirão, a segunda agremiação a desfilar

A vice-campeã de 2015 entrou na avenida com um samba enredo de 1970. A tradicional Príncipes do Samba chegou na avenida com “A Azul e Branco Chegou” nas vozes de homens e mulheres interpretando o samba de autoria do mestre Eduardo Butiaco.

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Público beija a bandeira da Príncipes do Samba: um amor explícito para uma das mais tradicionais escolas de samba da zona Sul de Joinville
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Rainha do Carnaval e da Príncipes mostra toda a beleza e samba que a consagraram soberana
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As pequenas princesinhas do samba

O pavilhão da escola conduzido pelo mestre-sala e porta- bandeira foi beijado por diversas pessoas que acompanhavam o desfile. Para a intérprete Léia Afonso, a escola não irá deixar o samba morrer na cidade. “A gente entra com essa garra toda porque não podemos deixar o samba e o Carnaval morrer em Joinville”, enfatizou após o desfile.

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Carro alegórico e abre-alas da Dragões do Samba: Carnaval levado a série 365 dias por ano

A quarta escola a desfilar foi a Dragões do Samba, que cantou e encantou o público com as belezas brasileiras. Levando a alegria, as cores e a magia do circo para a avenida, a Fusão do Samba desfilou pela Beira-Rio encantando os joinvilenses.

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Fusão do Samba entrou na avenida perto da meia-noite, levando cores para cantar o universo infantil
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Fusão do Samba tem como marca a forte presença feminina à frente de sua bateria

Fechando o Carnaval de Joinville, a União Tricolor resgatou o samba-enredo de 2008, quando ainda desfilava como bloco. “Minha Alegria de Viver” canta a paixão e devoção pelo Joinville Esporte Clube. Os bandeirões agitados na Arena Joinville abriram o desfile da Escola. Segundo o presidente da União, Marcos Messias,os integrantes não deixaram a Escola morrer e fizeram o Carnaval acontecer.

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Os bandeirões da torcida do JEC na avenida
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Torcedores do Joinville Esporte Clube mostram que também são bons de samba

“Viemos para a avenida por causa da nossa garra e força”, destacou. Em 2017, adiantou o presidente, pela primeira vez, a União não cantará um samba para o JEC. O samba-enredo que seria utilizado este ano será desfilado no próximo ano e o destaque será a cidade de Joinville.

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Pequeno folião, devidamente uniformizado, fica ainda menor diante dos imensos pavilhões que tomaram conta da avenida no encerramento do desfile, depois de quase sete horas de samba e descontração

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