Desfile de Carnaval em Joinville é confirmado para sábado

Apresentação das escolas de samba começa logo após o desfile dos blocos, mesmo em caso de chuva. Serrinha e Caldeirão revelam os seus preparativos

Carlos Junior/ND

Presidente da Unidos do Caldeirão, Jucélio Narciza, organiza as alegorias

Pode chover canivete, mas o desfile de Carnaval de Joinville está garantido, informou na terça (2) a presidente da Lecaj (Liga das Entidades Carnavalescas de Joinville), Marta Pires. O desfile das escolas de samba da cidade está programado para a noite de sábado (6), logo após a passagem dos blocos, que está marcada para as 18h, na avenida Beira-rio. Cada escola terá 25 minutos para mostrar toda a sua alegria e samba no pé ao público.

Este ano, a Prefeitura não repassou recursos financeiros para o Carnaval, mas irá auxiliar com alguns serviços que já foram licitados e dará o suporte para o desfile, com apoio de pessoal. Na segunda-feira, o governo do Estado anunciou a liberação de aproximadamente R$ 4 milhões, entre recursos do Funturismo (Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo) e Funcultural (Fundo Estadual de Incentivo à Cultura) para o Carnaval catarinense. Deste total, R$ 100 mil serão destinados para as escolas de Joinville.

De acordo com a presidente da Lecaj, Marta Pires, o valor garantido pelo Estado equivale à metade do que foi repassado no ano passado (R$ 200 mil) e devido ao processo burocrático ainda irá demorar para chegar às agremiações.

O valor deste recurso é dividido entre as escolas e auxilia na compra de materiais para a confecção de fantasias e adereços. “Na verdade, ainda não recebemos a autorização de que podemos movimentar a conta, pois eles (o governo) precisam ativá-la. Então, não temos ideia de quando teremos esse valor”, explica.

A carnavalesca também afirma que independentemente das condições climáticas, o desfile deste ano não será transferido. Então, com chuva ou não, a escola de samba mais antiga da cidade, a Acadêmicos do Serrinha, será a primeira a entrar na avenida.

A veterana das agremiações vem com um enredo já usado em outro Carnaval, que fala da beleza das flores. A escola desfilará com nove alas, destaques, mestre-sala e porta-bandeira mirim e adulto, passistas, bateria Nota 10 e a rainha da escola Aline Caroline de Oliveira.

De acordo com o diretor de imprensa, eventos e marketing da Serrinha, Phelippe José da Silva, os planos da escola mudaram após o anúncio de cortes nos recursos. Segundo o diretor, a escola viria para ficar entre as campeãs. “Nós tínhamos um projeto bem audacioso, realmente para ganhar. Mas vamos fazer tudo dentro da economia e o melhor dentro do possível”, explica.

O Serrinha sairá com um pouco mais de cem componentes e, assim como as demais escolas, trabalha reaproveitando as fantasias de carnavais passados. Além disso, a presidente da escola, Rosa Maria Oliveira, comenta que a parceria entre a Serrinha e a escola francisquense Unidos do Paulas permite que ambas se ajudem, principalmente no empréstimo de fantasias. “Isso é muito importante. É uma parceria que tem que existir sempre. Alguns integrantes da escola também desfilarão em São Francisco”, destaca.

A magia da infância

A segunda escola a pisar na passarela do samba é a Unidos do Caldeirão, conhecida por trazer entre os seus 120 componentes o maior número de crianças. Este ano, segundo o presidente Jucélio Narciza, em torno de 25 crianças farão parte da folia.

O Caldeirão levará ao público o mesmo tema do ano passado, “Universo da Criança”. Em um único carro alegórico, a escola pretende mostrar a magia e inocência da infância, com as brincadeiras, contos de fadas, super-heróis e brinquedos como carrossel e roda gigante.

“Queremos manter viva estas brincadeiras e ingenuidades típicas das crianças. Ainda mais que somos uma escola com muitas crianças e jovens, principalmente dos bairros Itaum e Guanabara”, explica.

A escola mantém um ritmo diário de ensaios e há seis meses promove oficinas de música, dança e arte, com o projeto “Paz e ritmo na comunidade”, ministradas no residencial Rúbia Kaiser, no bairro Jardim Paraíso.

As oficinas são parceria entre a escola, Seprot (Secretaria de Segurança Pública) e a SAS (Secretaria de Assistência Social). “Levamos de 15 em 15 dias os nossos ritmistas, professores de dança e artesanato. O objetivo é despertar as habilidades artísticas da comunidade”, afirma.

No barracão, o presidente da escola conta que reaproveitar é a palavra de ordem. “E estamos aprendendo muito, porque as fantasias chegam prontas do Rio de Janeiro e São Paulo e agora aprendemos como foram feitas”, afirma. A bateria da escola, a Levada dos Mulekes, também irá cadenciar o desfile dos blocos Império Joinvilense, Grefaloucos e Manda Brasa.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Carnaval

Loading...