Domingo de Carnaval em Florianópolis foi de praia, folia e ressaca

Turistas e moradores recuperaram as energias para dar continuidade à festa de Momo

Flávio Tin/ND

Praia do Campeche recebeu muita gente neste domingo

Apesar da presença tímida do sol, o tempo seco e abafado do domingo de Carnaval levou milhares de pessoas às praias de Florianópolis, onde a areia e o mar eram os locais certos para moradores e turistas espantarem a ressaca, renovarem as energias e se preparem para o restante da folia na Capital. Folia que nesta segunda-feira terá um dia de sol entre nuvens, com temperaturas variando entre 21°C e 27°C, e chances de chuvas isoladas entre o meio da tarde e início da noite, de acordo com informações da Epagri Ciran, órgão que monitora as condições climáticas em Santa Catarina.

Na areia da praia do Campeche, no Sul da Ilha, muitos tinham amanhecido na folia e, de ressaca, só chegaram à praia depois do meio da tarde. Outros tantos tiveram uma primeira noite de Carnaval mais tranquila, e no sossego da orla planejavam o que fariam do restante das noites carnavalescas.

Era o caso das amigas Mirela Pereira, 31, e Ana Paula Sodré, 25, que depois de um almoço dominical familiar foram até o Riozinho para refrescar as ideias na água, tentar dar um reforço no bronzeado e descansar para a terceira noite de folia, na segunda-feira. “Hoje vamos descansar porque o Carnaval começou na sexta pra gente, e como já compramos entradas para uma festa na segunda-feira, o domingo vai ser de descanso”, disse a técnica em enfermagem Mirela, que junto da produtora de eventos Ana Paula curtiu o bloco dos Sujos, no Centro, no sábado de Carnaval.

Diz o ditado que para curar a ressaca nada como um bom banho de mar. Seguindo à risca esse dito, e acrescentando a ele o de fazer uma atividade física ao ar livre, o estudante Luiz Sagaz, 17, levou os primos Vanessa e Leandro Sagaz para um mergulho no mar do Riozinho e um bate bola na areia. Quando deixassem o local, o destino seria o bloco do Ô-no-di, o mais tradicional do Campeche, onde moram. “Viemos para a praia de tarde para dar aquela renovada e se preparar pro Ô-no-di, porque a festa não pode parar”, brincou Luiz Sagaz.

Turistas de Jaraguá do Sul lamentavam ter de voltar no domingo para trabalhar

Sentado debaixo do guarda sol, com uma dúzia de garrafas de cerveja vazias, e o olhar a mirar a Ilha do Campeche, o engenheiro mecânico Gabriel Storti, 31, lamentava ter que retornar a Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, para trabalhar na segunda-feira. Na areia da praia, aproveitava os últimos suspiros de sua folia ao lado de amigos e da esposa, Cássia Storti, 31, grávida de cinco meses, e que não gostou da ideia do marido de que ela voltasse dirigindo para Jaraguá. “Se ela não quiser ir, eu deixo para sair de madrugada” garantiu. Além do Campeche, Gabriel também visitou a praia de Ingleses, Norte da Ilha, onde se espantou com a quantidade de turistas argentinos. Como vestia um boné do Corinthians, conta, recebeu gozações de torcedores do Boca Juniors.

Há 11 anos comandando um quiosque no riozinho, Maria Estela, 58, observou que a praia esteve movimentada desde cedo no domingo, inicialmente por famílias e crianças, e com passar das horas por jovens que esticaram a noite e só deram as caras na areia à tarde. No quiosque de Estela, água, caipirinha e cerveja foram os carros chefes de um domingo movimentado como ela queria. “Foi bom o movimento, mas os turistas estão gastando menos que os nativos hoje. Está meio estranho isso”, dizia, desconfiada.

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