Prefeito de Florianópolis avalia Carnaval 2016 e diz que meta é fazer a festa sem verba pública

“Só o que a Ambev investiu na arena da Skol superou todo o investimento do município na folia de rua", disse Cesar Souza Júnior

A Quarta-feira de Cinzas foi de avaliação no gabinete do prefeito Cesar Souza Júnior (PSD). E mesmo que o município tenha reduzido pela metade as verbas do Carnaval — foram gastos R$ 4,4 milhões —, Florianópolis viveu uma das maiores festas dos últimos anos, na avaliação da administração municipal.

Marco Santiago/ND

Prefeitura estima que 800 mil pessoas curtiram atrações carnavalescas da cidade

Estima-se que 800 mil foliões passaram pelas atrações da cidade, incluindo os desfiles na passarela Nego Quirido, atraindo um incremento de até R$ 5 bilhões para economia do município.

No centro desta matemática está a briga entre as grandes cervejarias que, em nome da exclusividade, garantiram o restante dos investimentos. O balanço do Carnaval 2016 remete à reflexão sobre o modelo de financiamento para as festas dos próximos anos.

“Só o que a Ambev investiu na arena da Skol superou todo o investimento do município no Carnaval de rua. É uma grande oportunidade de aproveitarmos essa disputa comercial. Este é o caminho”, declarou o prefeito.

No total, a prefeitura investiu R$ 800 mil no carnaval de rua (Centro e bairros), os demais recursos foram aplicados pela iniciativa privada, a maior parte pelas marcas de cerveja.

A Ambev não divulgou o total do investimento no Carnaval de Florianópolis. Segundo assessoria de imprensa do grupo, por ser de capital aberto o grupo não divulga seus investimentos.

Mas divulgou que arcou com todos os custos da estrutura da arena montada na praça Fernando Machado: banheiros químicos, bares nas proximidades e segurança com policiamento, e todo suporte aos ambulantes que distribuíam produtos da marca.

Além de contratar as atrações como Anitta, Sorriso Maroto, Jeito Moleque, Wilson Sideral e Turma do Pagode e patrocinar diversos blocos como Berbigão do Boca, Sou + Eu, Bloquete e Calma Beth, entre outros.

O cálculo da receita de impostos municipais gerada ao município pelo Carnaval não é simples, envolve órgãos de diferentes secretarias, mas o prefeito arriscou que em torno de R$ 100 milhões deve entrar nos cofres públicos nos próximos meses como efeito cascata da folia.

“Todos os eventos foram realizados, tão bons quanto 2015, o público compareceu e a passarela mostrou que tem potência para ir além. Nossa intenção é seguir neste ritmo e chegar a um patamar de custo zero aos cofres públicos”, afirmou.

Liga quer menos dependência oficial

Mais barato aos cofres públicos que a festa da passarela, o carnaval de rua atraiu muito mais foliões que o sambódromo, por onde passaram 80 mil pessoas em quatro dias de desfiles. Mas isso não significa que as escolas de samba tenham perdido prestígio na cidade.

“O Carnaval na passarela cria todo esse clima do entorno, sem os desfiles das escolas o carnaval de rua seria menor”, disse o prefeito.

Já na passarela, onde o município investiu R$ 3,6 milhões, a contrapartida da iniciativa privada ultrapassou a marca de R$ 2 milhões, segundo Joel Costa Júnior, presidente da Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis).

“Desde que assumimos a presidência da liga nosso intuito é depender cada vez menos do município. Em momento de crise, conseguir fazer um dos maiores carnavais da história do estado é uma vitória”, comentou Joel.

Segundo dados da Setur, a cidade recebeu cerca de 300 mil turistas e chegaram na cidade 200 ônibus extras, 125 voos charter e a rede hoteleira alcançou 85% de ocupação.

“Agora podemos dizer que o Carnaval de Florianópolis é um produto turístico. As pessoas vieram para cidade por causa do Carnaval”, afirmou a secretária Zena Becker, de Turismo.

A Polícia Militar, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros não registraram casos graves durante os dias de festa.

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