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Artigo: Microsoft e GM fecham parceria em projetos de carros autônomos

Artigo: Microsoft e GM fecham parceria em projetos de carros autônomos - Foto: Divulgação/CruiseArtigo: Microsoft e GM fecham parceria em projetos de carros autônomos - Foto: Divulgação/Cruise

em>Por Vivaldo José Breternitz*

A montadora de veículos autônomos Cruise e a General Motors, sua acionista majoritária, anunciaram a formação de uma parceria com a Microsoft para acelerar o lançamento de veículos sem motorista. A colaboração foi definida como “um relacionamento estratégico, de longo prazo”, com a GM comprometendo-se também a utilizar a Microsoft como seu fornecedor preferencial de serviços de computação na nuvem.

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A Microsoft se juntará à General Motors, Honda e a investidores institucionais, fazendo um investimento de mais de US$ 2 bilhões na Cruise. O mercado de ações gostou da informação, já que as ações da GM subiram 8,2% logo após o anúncio da parceria.

O novo investimento torna a Cruise a maior e, possivelmente, mais avançada empresa desenvolvedora de veículos autônomos. Em dezembro de 2020, a companhia começou a testar seus automóveis Chevrolet Bolt nas ruas de San Francisco, nos Estados Unidos, sem a presença de um motorista humano.

A Cruise usará a Azure, plataforma de computação em nuvem da Microsoft, para seus veículos autônomos. Montadoras como Volkswagen e Toyota já usam esse recurso para outras operações e serviços.

Já a GM trabalhará com a Microsoft para acelerar suas iniciativas de digitalização, incluindo o uso de inteligência artificial. Ela também deve explorar oportunidades para agilizar as operações em cadeias de suprimentos e lançar serviços como robotáxis e entregas last mile.

Parece ser uma relação do tipo ganha-ganha. Para a Microsoft, significa envolver-se efetivamente no campo dos veículos autônomos e fechar as portas da GM a um de seus maiores concorrentes: o Google, que tem sua própria operação de desenvolvimento desses veículos, a Waymo.

*Vivaldo José Breternitz é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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