Ciclista que morreu na Serra do Rio do Rastro era empresário em Goiás

Apesar de apresentar dificuldade para movimentar um dos braços, ele superava colegas de pedal em trajetos pesados

O ciclista que morreu nesse domingo (14), enquanto pedalava na subida da Serra do Rio do Rastro, era o empresário Valdemir Vieira da Silva, de 56 anos. Natural da cidade de Formosa, em Goiás, ele estava a passeio, pela segunda vez, em Santa Catarina com os amigos.

Ciclista que morreu ao subir a Serra do Rio Rastro era empresário em Goiás – Foto: Divulgação/NDCiclista que morreu ao subir a Serra do Rio Rastro era empresário em Goiás – Foto: Divulgação/ND

Apesar da dificuldade para movimentar um dos braços, já havia subido a Serra do Faxinal, a do Corvo Branco e tinha a intenção de completar o trajeto pedalando na Serra do Rio do Rastro, em Lauro Müller, mas durante o percurso teve uma parada cardiorrespiratória e morreu no local.

O amigo e parceiro de aventuras, Jorge Henrique Martins, presenciou a fatalidade e, agora, enfrenta a dor da perda. “Está sendo um choque muito grande, ainda estou sem chão, porque, além da nossa amizade, considerávamos como se fôssemos irmãos”, comenta o empresário.

No dia, enquanto aguardava o atendimento médico, que vinha de aeronave por conta da altitude do local, Martins tentou salvar a vida do amigo. “Fiquei juntamente com outros colegas revezando a massagem cardíaca até os paramédicos chegarem”, conta.

Local do acidente, na Serra do Rio do Rastro – Foto: SAER/Divulgação/NDLocal do acidente, na Serra do Rio do Rastro – Foto: SAER/Divulgação/ND

Porém, o empresário não resistiu e morreu no local. Seu velório aconteceu nessa terça-feira (16), em Formosa, Goiás. “Comoveu boa parte da cidade. Ele era muito conhecido e querido aqui por todos”, diz o amigo. Na internet, diversas mensagens de carinho também foram deixadas.

Saudade

Admirado e referência para muitos, o empresário Valdemir deixou uma história de superação. “Ele tinha uma característica muito marcante. Na juventude, por causa de um acidente de moto, perdeu o movimento de um dos braços. Esse braço ficava sempre apoiado em uma tipoia. Então, fazia todos os pedais com apenas uma mão sobre o guidão, subidas pesadas, trilhas de terra, tudo com uma mão apenas. Muitas pessoas do pedal o admirava, pois ele superava por vezes quem tinha as duas mãos nesses percursos”, conta Martins.

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Ciclismo

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