Dia das Mães: a dedicação incansável das mães de hospital

Balanço Geral Florianópolis deste sábado (8) fez uma homenagem às mães de hospital, que lutam diariamente, com muita dedicação e zelo, para manter seus filhos saudáveis

A rotina de quem faz tratamento em um hospital é cansativa e pode ser dolorosa para o paciente e para quem acompanha de perto, especialmente para as mães que ajudam seus filhos a enfrentarem esse desafio. O Balanço Geral Florianópolis deste sábado (8) fez uma homenagem às mães de hospital, que lutam diariamente, com muita dedicação e zelo, para manter seus filhos saudáveis.

É o caso da agricultora Rose Teixeira Fronza. A estrada já faz parte da história dela e do filho Lucas há nove anos. Juntos eles encaram mais de 700 quilômetros de Anchieta, no Extremo Oeste catarinense, até Florianópolis, onde o menino faz tratamento contra uma doença do sistema imunológico no Hospital Infantil Joana de Gusmão. O trajeto já chegou a ser feito pelos dois quinzenalmente.

“A gente tem forças e vem. Agarra uma força, nem sei de onde, e enfrenta”, disse Rose – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV“A gente tem forças e vem. Agarra uma força, nem sei de onde, e enfrenta”, disse Rose – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

“A gente tem forças e vem. Agarra uma força, nem sei de onde, e enfrenta”, disse Rose. A condição de Lucas exige da família um jeito diferente de cuidar e da mãe, uma dedicação ainda maior. “Não é fácil. A gente da agricultura tira leite, duas vezes por dia tem que estar lá tirando, e cuidando do Lucas, todo o medicamento. Ele não pode ter contato com muita coisa também”, explica ela.

Aos 13 anos, Lucas responde bem ao tratamento e reconhece que o amor e cuidado da mãe são fundamentais para este resultado. “Ela fica perto, me ajuda com tudo, fica mais fácil, mais tranquilo”, contou o garoto.

A rotina de hospital também não é estranha para a mãe Taciara Silva dos Santos Rodrigues. Seu filho Wesley lutou contra uma leucemia por 13 anos, com idas e vindas de Navegantes, no Litoral Norte do Estado, para as sessões de quimioterapia e radioterapia.

“A gente queria entender por que tava acontecendo com a gente”, lembrou Taciara – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV“A gente queria entender por que tava acontecendo com a gente”, lembrou Taciara – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

“Eu fui uma mãe superprotetora, de proteger demais para não se machucar. Se um machucadinho já doía na gente, imagina um câncer como foi para aceitar. A gente queria entender por que tava acontecendo com a gente. Não tinha ninguém na família com câncer, tu não sabe o que que vai acontecer, o que é”, lembrou Taciara.

Wesley lembra do apoio incansável da mãe ao longo do tratamento: “Ela ficava meio que nos bastidores arrumando tudo. Não era fácil, mas era importante para caramba e continua sendo, porque até pouco tempo atrás eu ainda tinha consulta, tinha acompanhamento, tomar remédio e quem cuidava disso e continua cuidando é ela”.

Em fevereiro deste ano, a família toda viveu a emoção do soar do sino, o momento simbólico que representa a alta definitiva do tratamento contra o câncer. “O meu desejo hoje como mãe é levar essa esperança para outras. O Wesley teve câncer aos 7 anos, em novembro ele faz 21 anos. Então, eu falo que isso não tem preço, é a maior vitória, o maior presente”, revelou Taciara.

Conheça a história dessas mães na reportagem do Balanço Geral Florianópolis!

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BG Florianópolis