João Paulo Messer

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Cidade capacita profissionais da assistência social para enfrentar abordagens antirraciais

Preparação e treinamento com abordagens técnicas foi um apelo dos profissionais que estão em frequente contato com situações que expõe riscos na relação entre as pessoas

Conhecida no sul do Estado como a cidade da diversidade cultural, inclusive com por ter como seu principal evento a Festa das Etnias, a cidade de Criciúma, onde dados estatísticos mostram que predomina o povo de pele parda ou negra, mas com resgate histórico que evidencia a colonização europeia, adota uma forma mais cuidadosa para lidar com as questões raciais na abordagem do seu serviço social. Este contexto, que é amplo, combinado a dificuldade relatada pelos profissionais de assistência social nas abordagens do dia a dia provocou um minicurso inédito, o da abordagem antirracial.

Tema delicado nas abordagens que promovem a assistência social, o respeito racial é trabalhado por técnicos do município de Criciúma. – Foto: DivulgaçãoTema delicado nas abordagens que promovem a assistência social, o respeito racial é trabalhado por técnicos do município de Criciúma. – Foto: Divulgação

Os profissionais da assistência social do município passaram por um minicurso sobre abordagem antirracista. A formação se deu em um conjunto de palestras ministradas por profissionais das área da Educação e Direito.

Para orientar os profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação no suporte psicológico, assistencial e jurídico às vítimas de violência racial, o órgão municipal promoveu uma capacitação na tarde desta quinta-feira (23).

O minicurso, intitulado ‘Abordagem antirracista na Assistência Social de Criciúma’, é em parceria com a Coordenadoria e Promoção de Igualdade Racial de Criciúma (Copirc). A atividade ocorreu no Salão Ouro Negro, no Paço Municipal Marcos Rovaris.

Foram ministrantes profissionais da área da Educação e do Direito, Normélia Ondina Lalau de Farias, Alex Sander da Silva e Magda Lalau José dos Passos. A proposta do curso é que os colaboradores possam dar o suporte necessário para as vítimas e ampará-las.

Trata-se de uma iniciativa inédita no município e uma capacitação totalmente voltada para temática. A fragilidade que havia foi identificada porque em Criciúma existe histórico pontual de ações consideradas de preconceito e racismo. Primeiro as autoridades admitiram tal situação para promover a ação.

O secretário municipal de Assistência Social e Habitação, Bruno Ferreira, lembra que não apenas as vítimas de ações que se encaixem como antirraciais reclamam deste problema, mas que os próprios técnicos da administração revelam interesse em ter maior segurança em movimentos necessários na busca de equilíbrio no tratamento das pessoas que são alvo de trabalhos da municipalidade.

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