Dia da Consciência Negra tem ato em defesa da vida da vereadora Ana Lucia em Joinville

Movimento Negro Maria Laura organiza ato que acontece às 18h30 na Praça da Bandeira

O Dia da Consciência Negra em Joinville, no Norte de Santa Catarina, será marcado por um ato em defesa da vida da primeira vereadora negra eleita na cidade. Ana Lucia Martins foi vítima de racismo e de ameaça de morte após ser eleita no último domingo (15).

Ana Lucia Martins foi ameaçada após ser eleita para a Câmara de Vereadores – Foto: Redes sociais/Divulgação/ND

Nesta sexta-feira (20), o Movimento Negro Maria Laura convoca a população para um ato em defesa da vida da professora e vereadora. O ato acontece às 18h30, na Praça da Bandeira. 

O Dia da Consciência Negra em Joinville, no Norte de Santa Catarina, será marcado por um ato em defesa da vida da primeira vereadora negra eleita na cidade. Ana Lucia Martins foi vítima de racismo e de ameaça de morte após ser eleita no último domingo (15).

Nesta sexta-feira (20), o Movimento Negro Maria Laura convoca a população para um ato em defesa da vida da professora e vereadora. 

O publicitário Felipe Cardoso ressalta a importância de dar a resposta aos atos de violência nas ruas, mas cobra ação do Poder Público. “Nós vamos dar a resposta nas ruas, mas essa resposta tem que ser dada por todas as autoridades. Essa pessoa coordena uma juventude hitlerista, então há um movimento aí, é preciso que se investigue a fundo essa fala”, fala.

Cardoso chama a atenção para os obstáculos que a cidade coloca para a pluralidade e a representatividade da população negra nos locais de poder na política. “Você perceber que só na segunda década do século 21 uma mulher negra foi eleita já é absurdo. Tivemos dois vereadores negros, isso tudo no século 21, demonstrando como esse tema é negligenciado, como o espaço reservado para o negro é, na verdade, o não lugar. O negro não tem espaço em Joinville”, ressalta.

O publicitário diz, ainda, que apesar do susto inicial, a violência não surpreende em uma cidade que exclui, violenta e invisibiliza a sua população. “ Inicialmente ficamos assustados, mas não surpresos. Mas, o que assusta mais é uma fala dessa contra uma mulher negra, uma mulher, mãe, avó, nascida e criada na cidade, fruto dessa cidade, que educou crianças e jovens da cidade. É assustador porque percebemos esse não lugar sendo explícito na prática. Uma moradora, eleita legitimamente é atacada quando ocupa um espaço de poder”, salienta.

O ato acontece às 18h30, na Praça da Bandeira.

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